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Julho Amarelo: pesquisa abre caminho para novo tratamento da hepatite B

Estudo internacional revela possível estratégia de cura da doença. Especialistas alertam: vacinação é principal forma de prevenção

Saúde|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 300 mil casos de hepatite B foram identificados no Brasil, tornando-se a segunda maior causa de óbitos entre as hepatites virais.
  • Uma pesquisa revela que o vírus da hepatite B depende de nucleossomos para se multiplicar, e um medicamento experimental pode bloquear essa infecção.
  • A vacina continua sendo a principal forma de prevenção, com o Brasil registrando redução da mortalidade nos últimos 10 anos graças à vacinação.
  • Medidas de prevenção, como uso de preservativos e não compartilhamento de objetos cortantes, são essenciais na luta contra a hepatite B.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A hepatite viral é uma doença que pode ser fatal se não diagnosticada a tempo Arquivo/Agência Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 300 mil casos de hepatite B foram identificados no Brasil. O vírus ainda provoca milhares de mortes e é a segunda maior causa de óbito entre as hepatites virais no país.

Porém, uma nova pesquisa publicada na revista científica Cell pode abrir caminho para tratamentos mais eficazes.

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Cientistas de três instituições dos Estados Unidos descobriram que o vírus da hepatite B depende de uma estrutura chamada nucleossomo para se multiplicar nas células do fígado.

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O estudo mostrou que um medicamento experimental, o CBL137 — usado originalmente para câncer — consegue impedir a formação dessas estruturas, bloqueando a infecção viral.

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Segundo o infectologista Alberto Chebabo, dos laboratórios Sérgio Franco e Bronsteinn da Dasa, no Rio de Janeiro, a descoberta representa uma nova possibilidade de cura.

“Esse estudo inicial sugere a eliminação completa do vírus das células infectadas. Novas fases ainda são necessárias, mas essa é uma perspectiva animadora para o tratamento da hepatite B crônica”, analisa.

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Números mundiais

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 304 milhões de pessoas vivem com hepatites virais B ou C no mundo, com 1,3 milhão de mortes anuais.

A hepatite B responde por 83% dos óbitos causados por hepatites virais crônicas, e, no Brasil, foram registradas 19.475 mortes relacionadas à doença até 2022.

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O maior coeficiente de mortalidade foi identificado na Região Norte, com 0,3 óbito a cada 100 mil habitantes, e a maioria das vítimas são homens.

Transmissão, diagnóstico e tratamentos da Hepatite B Luce Costa/Arte R7

Vacinação é o caminho

Apesar do avanço científico, especialistas reforçam que a vacinação segue como a forma mais eficaz de prevenção.

“Vimos o Brasil reduzir a mortalidade nos últimos 10 anos graças à vacinação. Ela é a principal estratégia de saúde pública contra a hepatite B”, destaca Chebabo.

A vacina está disponível gratuitamente no SUS e pode ser aplicada em pessoas de todas as idades que ainda não foram imunizadas.

A transmissão da hepatite B ocorre principalmente por contato com sangue contaminado ou por via sexual, e os sintomas incluem fadiga, náusea, dor abdominal, icterícia e urina escura.

Daniela Carvalho, hepatologista da clínica Gastrocentro lembra a necessidade da adoção de medidas para evitar a doença.

“É muito importante usar preservativos, não compartilhar objetos cortantes, como seringas, alicates de unha e barbeadores. Além disso, as pessoas devem fazer testes regularmente”, orienta.

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