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Dilma agradece resposta de médicos latino-americanos ao chamado do Brasil

Saúde|Do R7

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Brasília, 22 out (EFE).- A presidente Dilma Rousseff agradeceu nesta terça-feira a rápida e efetiva resposta de médicos de diferentes países, principalmente latino-americanos, à convocação de profissionais feita pelo Brasil para atender nas áreas mais remotas e pobres do país. "Agradeço a todos que vieram ao Brasil sem a família e que demonstraram imenso carinho pelo povo brasileiro. Eles vieram nos ajudar. Este país estará eternamente agradecido", disse a líder ao sancionar nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, o projeto de lei que regulamenta a contratação dos médicos estrangeiros para atendar em áreas que carecem de serviços de saúde. A chefe de Estado do Brasil qualificou a resposta dos estrangeiros ao "Programa Mais Médicos" como "a mais perfeita e mais completa demonstração da integração na América Latina". Dilma, em cerimônia com a presença de cerca de 600 médicos, principalmente estrangeiros, assegurou que os latino-americanos, principalmente cubanos e argentinos, são "o centro do Programa Mais Médicos". "Até abril de 2014, pretendemos ter cerca de 13 mil médicos inscritos no programa. Com isso, poderemos garantir que cerca de 46 milhões de brasileiros contem com atendimento médico de qualidade em centenas de município", afirmou. Dilma acrescentou que o projeto permite atacar as desigualdades no acesso à saúde no Brasil e fortalecer a saúde pública. "Mais médicos nos postos públicos significará menos doenças. E essa é uma equação básica fundamental. O programa Mais Médicos mudará o cenário da injusta distribuição do acesso à saúde no Brasil", disse. A governante afirmou que o projeto procura atender um dos pactos nacionais proposto há 120 dias, quando, em discurso em rede de televisão, prometeu respostas aos milhões de brasileiros que nesse momento protestavam nas ruas de centenas de cidades exigindo melhores serviços públicos. "Os pactos (por saúde, educação e transporte público) respondiam às reivindicações dos movimentos e convergiam com o que o Governo considerava assuntos importantes que mereciam atenção. O que propusemos então começa a se tornar realidade", afirmou. A lei sancionada hoje permite que o Ministério da Saúde autorize os estrangeiros a exercer a medicina no país, o que vinha sendo dificultado pelo Conselho Federal de Medicina (o colégio que regulamenta a profissão), que se opõe à entrada de estrangeiros. A medida resolverá de forma imediata a situação de 196 médicos estrangeiros que já se encontram no Brasil, mas que não podem trabalhar por carecer de registro. Na mesma cerimônia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, possível aspirante do PT ao governo do estado de São Paulo nas eleições do próximo ano, negou que o programa tenha caráter eleitoral. Segundo Padilha, o projeto procura atender pedidos de prefeitos dos mais diferentes partidos, inclusive de oposição, que precisavam de atendimento médico em suas respectivas cidades. O programa "Mais Médicos" permitiu em seu primeiro período a contratação de 3.407 médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, dos quais 2 mil cubanos, mas só 1.232 obtiveram até agora registro para trabalhar. Além de um concurso para atrair estrangeiros, o Governo assinou um acordo com Cuba no marco da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) para contratar 4 mil médicos da ilha. Os médicos que já se apresentaram em seus postos de trabalho realizaram no mês passado 320 mil consultas, segundo o Ministério da Saúde. EFE cm/ff (foto)

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