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Divórcio e falta de desejo assustam pacientes com câncer de mama

Psicoterapia pode ajudar mulheres a lidar com questões emocionais que surgem após a doença; abandono pelo parceiro e até abusos não são raros

Saúde|Do R7

Além da doença, mulheres têm que lidar com outros medos durante tratamento
Além da doença, mulheres têm que lidar com outros medos durante tratamento Além da doença, mulheres têm que lidar com outros medos durante tratamento

O abandono no momento em que a paciente mais precisa. A separação e o divórcio são uma realidade, embora pouco discutida na vida das mulheres que enfrentam o câncer de mama.

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Após receberem o diagnóstico, além do combate à doença, elas precisam lidar com incertezas, dúvidas e ansiedades relacionadas ao casamento.

Muitos casais que juram amor "na saúde e na doença" não são capazes de resistir ao fardo pesado da confirmação da presença de um tumor. "Ao receber o diagnóstico de um câncer de mama, além do choque inicial e do medo da morte, muitas mulheres relatam o receio de perder o parceiro. E, infelizmente, esse tipo de abandono acontece com certa frequência", conta a psicanalista Débora Damasceno, diretora da Escola de Psicanálise de São Paulo.

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Além disso, a perda do cabelo e ou da mama são lutos do lado feminino da paciente difíceis de serem superados. A autoestima fica comprometida e o medo de não agradar mais o companheiro pode aparecer. "Muitas têm a sensação de que o marido ou o namorado não vai mais sentir desejo, muitas acham que ele pode sentir nojo ao ver a mama pós mastectomia. E, assim, elas não permitem mais explorar os momentos íntimos e se afastam. Alguns homens compreendem bem e ajudam, mas outros realmente acabam não aguentando", explica a psicanalista.

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Débora acrescenta que, em alguns casos, a paciente pode até mesmo sofrer abusos do companheiro. "Algumas mulheres poderão sofrer abusos, não são compreendidas e acabam cedendo às pressões sem ter vontade, apenas para agradar o companheiro", enfatiza.

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No meio disso tudo, podem ocorrer agressões verbais e ofensas que mexem com o emocional. Dar a volta por cima pode não ser nada fácil. O ideal, nesses caos, é procurar ajuda psicoterapêutica para enfrentar o câncer e ficar mais segura para lidar com as questões emocionais envolvidas.

Tire todas as suas dúvidas sobre o câncer de mama: 

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