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Em clima de festa, gêmeo siamês se despede de hospital e emociona equipe médica

Menino permaneceu 92 dias na UTI após ser separado de seu irmão Arthur Brandão

Saúde|Do R7

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Após três meses, Heitor deixa o hospital
Após três meses, Heitor deixa o hospital

De mãos dadas com a irmã mais velha, e cercado por toda a família, Heitor Brandão, seis anos, o gêmeo siamês separado de seu irmão há 92 dias, deixou o Hospital Materno Infantil, em Goiânia, nesta quarta-feira (27).

Com uma expressão de alegria, o menino tímido foi cercado por repórteres logo na porta do hospital, e, em seguida, ganhou uma recepção emocionada com balões e muita festa. Heitor permaneceu o tempo todo em uma cadeira de rodas, já que, na separação, ele ficou apenas com a perna esquerda.


De acordo com o cirurgião pediátrico responsável pelo pequeno paciente, Zacharias Calil, uma prótese será implantada no menino em um ano.

— Futuramente, a implantação de uma prótese vai ajudá-lo, mas ainda não nesse momento. A prótese vai pegar toda a parte da bacia e a perna.


Segundo o médico, o estado de saúde do menino é bom, sem restrição alimentar e uso de medicamentos.

— Ele vai permanecer mais alguns dias em Goiânia, para a troca de curativos no hospital e a finalização do período de cicatrização.


Assista: equipe médica fica emocionada com a saída de Heitor do hospital

Entenda o caso


Desde que descobriu que sua gravidez era de gêmeos siameses, Eliana Brandão, mãe dos siameses, se mudou de Riacho de Santana, na Bahia, para Goiânia, onde seria acompanhada por renomados especialistas no assunto. Heitor e Arthur nasceram unidos pelo tórax, bacia e abdome, compartilhando fígado, intestino, bexiga e genitália.

A tão sonhada cirurgia só aconteceu cinco anos após o nascimento dos meninos porque “eles eram muito magrinhos e não tinham pele suficiente para usarmos no fechamento do abdome, tórax e bacia”, contou Calil.

O procedimento ocorreu em 24 de fevereiro, foi acompanhado por 51 profissionais e durou mais de 14 horas. No entanto, Arthur desenvolveu uma síndrome inflamatória com febre de 42 graus sem apresentar melhora e morreu três dias após a cirurgia de separação.

Para a equipe médica, foi uma grande surpresa já que Arthur era maior do que o irmão e mais completo anatomicamente.

O caso dos gêmeos siameses de Goiânia ganhou repercussão nacional. Mesmo sem conhecê-los, pessoas de todos os Estados brasileiros enviam diariamente mensagens de força para tentar confortar o coração da família Brandão.

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