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Entenda como funciona novo medicamento que busca controlar ondas de calor da menopausa

De uso oral, o fezolinetanto será comercializado no Brasil com o nome de Veoza após a aprovação da Anvisa e ensaios clínicos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa aprovou o fezolinetanto, um medicamento oral não hormonal para tratar ondas de calor e suores noturnos na menopausa.
  • O fezolinetanto será comercializado no Brasil como Veoza, após ensaios clínicos com 3.000 mulheres na Europa, Canadá e Estados Unidos.
  • O medicamento inibe a via da neuroquinina, responsável pelos fogachos, oferecendo uma alternativa à terapia de reposição hormonal.
  • É indicado para mulheres que têm contraindicação ou preferem não usar terapia hormonal, especialmente aquelas sem recomendação para reposição de estrogênio.

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma terapia não hormonal para tratamento de sintomas como ondas de calor e suores noturnos relacionados à menopausa. De uso oral, o fezolinetanto será comercializado no Brasil com o nome de Veoza.

O medicamento foi aprovado depois de ensaios clínicos realizados em 3.000 mulheres na Europa, Canadá e Estados Unidos. Os sintomas que causam sensação de calor moderada ou intensa são chamados de fogachos e afetam 36% das brasileiras em menopausa entre os 40 e 65 anos.


Pessoas caminhando em uma calçada ao ar livre, usando roupas casuais em um dia ensolarado
Sensação de calor afeta 36% das brasileiras em menopausa entre os 40 e 65 anos Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (24), Daniel Buttros, mastologista e diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica que as ondas de calor são causadas, pois, durante todo o tempo em que a mulher tem os ovários funcionantes, existe um centro termorregulador que estimula o calor, enquanto o estrogênio inibe o calor.

“A mulher consegue conviver em equilíbrio. Quando ela entra na pós-menopausa, o ovário entra em insuficiência ovariana e não possui mais o estrogênio. Então, não existe mais o equilíbrio do centro termorregulador, predominando só então essa via chamada neuroquinina, estimulando então os calores, chamados de fogachos ou sintomas vasodotores”, completa.


Segundo Buttros, o medicamento atua exatamente inibindo a via da neuroquinina e, então, ao invés de ter o estrogênio na terapia de reposição hormonal, que geralmente é o tratamento que é utilizado, esse tratamento não hormonal vai inibir essa via chamada NK3 da neuroquinina, assim inibindo os fogachos.

“É um medicamento específico para controle dos fogachos e utilizado em mulheres que têm alguma contraindicação ou que não querem tomar terapia de reposição hormonal. Então, é um tratamento que pode ser utilizado, por exemplo, em mulheres que não têm uma recomendação de uso de hormônio, reposição de estrogênio”, esclarece o mastologista sobre a recomendação do uso do fezolinetanto em mulheres que estão em menopausa.

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