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França planeja obrigar certificado médico às modelos para evitar anorexia

Saúde|Do R7

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Paris, 16 mar (EFE).- A ministra de Saúde da França, Marisol Touraine, disse nesta segunda-feira que apoiará as medidas de um deputado que pretende impor às modelos um certificado médico para evitar que estilistas imponham a magreza extrema como padrão. "Mostrar que para ser modelo é preciso se alimentar e cuidar da saúde. É uma mensagem importante para as jovens meninas", disse Touraine em entrevista às emissoras "RMC" e "BFM TV". A ministra considerou "boa" a iniciativa do deputado socialista Olivier Véran (médico especialista em neurologia), que hoje formaliza duas emendas a uma lei sobre a saúde (que leva o nome da ministra) contendo duas disposições para combater a doença. A primeira, segundo afirma Véran em entrevista publicada no jornal "Le Parisien", pretende "proibir que jovens cheguem à magreza extrema, com um peso que as ponham em perigo". Para evitar casos de anorexia, segundo po projeto, será preciso apresentar um atestado médico antes de elas serem contratadas e outro após algumas semanas de trabalho. Se as agências que as contratarem não respeitarem a norma, seus responsáveis poderão ser condenados a prisão de até seis meses e multas que chegam a 75 mil euros. O deputado deixou a cargo do Ministério da Saúde a tarefa de estabelecer o índice de massa corporal permitido, mas antecipou que considera excessivo quando ele não chega a 18,5 e lembrou que o limite utilizado na Espanha ou Itália para proibir uma modelo de desfilar está em torno deste número. Ainda de acordo com ele, para a Organização Mundial da Saúde a taxa abaixo de 17 aponta desnutrição severa, e para números abaixo de 16 é categorizada crise de fome. A segunda emenda prevê a criação de um "crime de provocação da magreza excessiva", ou seja, "alguém que faça apologia à anorexia e ponha jovens em perigo" pode enfrentar os tribunais. O deputado refere-se em particular aos incentivos para comer menos e ter um bom espaço entre as pernas como ideal feminino. Véran insistiu que na França há entre 30 mil e 40 mil pessoas com anorexia, "majoritariamente adolescentes", e que diversos estudos evidenciaram o impacto que a moda tem sobre elas. EFE ac/ir/id

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