Grupo farmacêutico britânico solicita autorização para vacina contra a malária
Doença provoca febre, dores de cabeça e vômitos; falta de tratamento pode causar a morte
Saúde|Do R7

O grupo farmacêutico britânico GSK anunciou nesta terça-feira (8), que solicitará autorização científica europeia para sua vacina contra a malária, destinada a crianças da África subsaariana, depois de testes que considerou "promissores".
Várias vacinas contra a malária — doença transmitida por mosquitos que mata 655 mil pessoas por ano, sobretudo crianças africanas com menos de cindo anos — estão sendo desenvolvidas. A elaborada pela GSK, chamada "RTS,S", é a mais avançada.
A empresa britânica anunciou em conjunto com o grupo Malaria Vaccine Initiative (MVI, apoiada pela Fundação Bill e Melinda Gates) os primeiros resultados do teste avançado, chamado de fase três, destinado a mais de 15 mil crianças, em uma conferência sobre a malária em Durban (África do Sul).
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O principal coordenador do teste, dr. Lucas Otieno disse à AFP que "a eficácia da vacina foi de 46% para as crianças mais jovens (de cinco a 17 meses durante a primeira vacinação) e de 27% para os bebês de seis a 12 semanas na primeira vacinação, ao longo dos testes realizados durante 18 meses.
Otieno considerou "promissores os resultados obtidos até agora".
— Os testes continuam e nós esperamos ter em 2014 mais informações sobre a proteção a longo prazo (fornecidas pela vacina). Também avaliaremos a incidência de uma dose de reforço administrada 18 meses depois da vacinação.
A GSK pretende solicitar em 2014 a opinião científica da Agência Europeia do Medicamento para a vacina desenvolvida especialmente para as crianças da África subsaariana, e não para ser comercializada na Europa.
Em caso de opinião favorável, a OMS (Organização Mundial da Saúde) poderia recomendar a vacina em 2015, o que abriria o caminho a uma difusão na África (principalmente por meio do Unicef e do programa humanitário Gavi Alliance). O grupo farmacêutico afirma que terá margem de apenas 5%.
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A malária é provocada por um parasita, Plasmodium, transmitido pelos mosquitos e que provoca febre, dores de cabeça e vômitos. A falta de tratamento pode provocar rapidamente a morte por problemas circulatórios.














