Johnson & Johnson é condenada a pagar R$ 32 bilhões em indenização
A empresa foi multada pelos efeitos colaterais do Risperdol, que causou ginecomastia, crescimento anormal das mamas em homens
Saúde|Da EFE

Um júri da Filadélfia determinou nesta terça-feira (8) que a multinacional Johnson & Johnson pague uma indenização de US$ 8 bilhões (R$ 32,80 bilhões) a um homem pelos efeitos colaterais causados pelo medicamento Risperdal.
A empresa responde a mais de 13 mil processos de pessoas que afirmam que o uso do Risperdal quando crianças causou ginecomastia, o crescimento das glândulas mamárias em homens.
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Segundo as denúncias, a Johnson & Johnson sabia do efeito colateral, mas não alertou os usuários do medicamento, um dos mais vendidos pela empresa nos Estados Unidos até 2008. O Risperdal é usado no tratamento de transtorno bipolar, esquizofrenia e irritabilidade associada ao autismo.
Em comunicado, a Johnson & Johnson disse vai recorrer da decisão, que considerou como "excessiva e desproporcional". Os juízes americanos normalmente reduzem as indenizações estabelecidas por júris após analisar os recursos apresentados pela defesa dos acusados.
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A Johnson & Johnson tem sofrido vários revezes nos tribunais nos últimos anos. Na semana passada, a multinacional aceitou pagar uma multa de US$ 20,4 milhões (R$ 83,64 milhões) a dois condados no estado de Ohio para evitar um processo federal que visa responsabilizar a industria farmacêutica pela crise dos opioides nos EUA.
Em agosto, um juiz de Oklahoma determinou que a empresa pague US$ 572 milhões (R$ 2,34 bilhões) em um processo considerado como o primeiro de magnitude no país pela epidemia de opioides.
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No ano passado, um júri do Missouri condenou a Jonhson & Johnson a pagar US$ 4,69 bilhões (R$ 19,23 bilhões) a 22 mulheres e suas famílias que alegam o talco para bebês da empresa causa câncer de ovário.
A empresa recorreu de todas as decisões.
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As crianças falam 50 palavras por volta dos 18 meses (1 ano e meio) e 100 palavras entre 20 e 21 meses (até 1 ano e 7 meses). Aos 2 anos, elas já são capazes de falar três ou mais palavras em frases curtas, de acordo com a fonoaudióloga Thaís Palazzi, do hospital Cema, em São Paulo





















