Respeitar a decisão do doador de órgãos é o ‘ideal’ para aumentar transplantes, diz ABTO
Brasil bateu recorde após 31 mil procedimentos realizados em 2025; recusa familiar ainda permanece como desafio
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 2025, o Brasil bateu recorde de transplantes de órgãos. Foram 31 mil procedimentos, número que representa crescimento de 21% em relação a 2022. Este resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema, o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes.
No entanto, a recusa familiar à doação de órgãos ainda permanece como um desafio. Atualmente, quase 45% das famílias não autorizam o procedimento.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (7), Valter Duro Garcia, conselheiro consultivo da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos) e editor-chefe do Registro Brasileiro de Transplantes, explica que a legislação atual exige autorização da família para prosseguir com a doação.
“Mas o ideal seria que a gente avançasse em tratativas, situações em que tu podes deixar por escrito, mas a família tem que confirmar depois. O ideal seria que, se tu tomares a decisão de ser doador, isso seja respeitado. E se tu não tomares a decisão, aí a família é consultada e toma a decisão que achar melhor”, avalia.
Segundo Garcia, o maior problema é que a morte encefálica — que causa a maioria dos doadores — é sempre uma situação muito urgente e inesperada, o que torna mais difícil a decisão da família.
Sobre a capacidade do Brasil de realizar mais cirurgias de transplantes de órgãos, ele aponta que a projeção é de aumento de procedimentos do tipo em um prazo de 5 a 10 anos. “A gente quer que todos que tenham necessidade de transplante ingressem em lista. Haja uma equidade. Já que todos podem ser doadores após a morte, todos em vida que precisaram de transplante podem ser receptores de transplante”, diz.
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