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Maior embarcação hospitalar do mundo parte rumo ao país africano Madagascar

Despesas do navio são custeadas por doações individuais e de empresas

Saúde|Do R7

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O 'Esperanza de África', o maior navio hospitalar do mundo, atracará durante oito meses em Madagascar para atender a precária situação humanitária que vive este país, onde pretende fazer mais de 2.500 intervenções cirúrgicas gratuitas. A embarcação está em escala na Cidade do Cabo, onde recruta novos voluntários para completar uma tripulação de múltiplas nacionalidades. John Rae, diretor da ONG proprietária do navio, a 'Naves de Esperanza' falou com a Efe.

— A ideia inicial era ir à África Ocidental, mas mudamos os planos devido à epidemia de ebola. Nosso navio não está preparado para responder a essa situação".


A difícil situação humanitária de Madagascar e o pedido de ajuda do governo local levaram a organização a escolher este país como próximo destino para continuar o trabalho de atendimento médico "aos pobres esquecidos da Terra".

Com 152 metros de comprimento e, aproximadamente, 500 voluntários na tripulação, o navio abriga um moderno hospital especializado em cirurgia maxilo-facial, reconstrutiva, plástica, ortopédica, oftalmológica, dental e vaginal, especialidades as quais a maior parte da população de países como Madagascar não têm acesso. O navio, que desde sua fundação em 1978 atendeu a mais de dois milhões e meio de pessoas em mais de 70 países, é uma autêntica cidade, já que, além da clínica, tem uma escola para crianças, lanchonete, um banco e um escritório para envio e recebimento de cartas.


Um dos voluntários a bordo é o espanhol de origem mexicana Pedro Niermo, estudante de Engenharia Náutica e Transporte Marítimo na Universidade de Oviedo, que viverá em Madagascar sua primeira experiência na embarcação. Ele participa do projeto seguindo o exemplo de sua irmã mais velha, que também já foi voluntária na instituição. 

— No navio faço trabalhos de marinheiro e auxilio o capitão, os oficiais, no radar e no GPS. 


Niermo, de 24 anos, embarcou em 3 de setembro para nas Ilhas Canárias, onde o navio esteve ancorado durante dez meses. Seu trabalho, como o da maioria dos voluntários, não tem nada a ver com a medicina, e tem como foco garantir o funcionamento técnico do navio e organizar a vida da "pequena cidade" na qual viverão 500 pessoas.

— Nosso trabalho é que o navio funcione bem para que as salas de operação também possam funcionar. Temos até uma cafeteria Starbucks


Niembro, destaca o excelente ambiente "familiar" que há entre a tripulação, composta por marinheiros de mais de 40 nacionalidades e inúmeras motivações. Niembro ressaltou, no entanto, que a vida no navio não é simples, e que a jornada de trabalho dura oito horas.

— Depois, somos liberados para ver filmes, usar os computadores e os músicos podem tocar

De acordo com o diretor da ONG, entre os voluntários, a equipe de saúde é a maior, com 20 médicos mais as enfermeiras. Segundo ele, com as escalas, como a feita em Cidade do Cabo, eles esperam recrutar mais voluntários e divulgar o projeto.

— O período mínimo de voluntariado é de duas semanas e o máximo de dois anos, embora possa ser renovado.

As missões do navio são financiadas por doações individuais e de empresas, que apoiaram a 'Naves de Esperanza' desde que o filantropo Don Stephens fundou a organização. Rae ressalta que a ONG recebe também muitas doações de material médico.

O navio - um ferry dinamarquês - tem uma longa relação com as Ilhas Canárias, onde, junto a outras embarcações da ONG, atraca há 20 anos para fazer a manutenção. Durante a última parada no Porto de Tenerife, entre outros serviços, foi trocado o piso das salas de cirurgia e instalado um novo scanner. Melhorias que já serão usadas em seu novo destino: Madagascar.

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