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Ministério da Saúde prevê 576.580 novos casos de câncer no Brasil em 2014

Saúde|Do R7

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Rio de Janeiro, 27 nov (EFE).- Pelo menos 576.580 novos casos de câncer serão diagnosticados no Brasil em 2014, conforme uma previsão divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, o que representa um aumento frente aos 519 mil casos que foram projetados para 2012. A previsão para o próximo ano foi realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que a cada dois anos divulga uma projeção com base nos registros de casos da doença e de mortalidade no país. O Ministério, contudo, ainda não tem os dados necessários para confirmar se a previsão de 2012 que o Inca divulgou em 2011 foi alcançada. De acordo com o estudo, a maioria dos novos casos (182 mil ou 31,5% do total) será de câncer de pele, sem incluir o melanoma, o mais comum entre homens e mulheres e que não é considerado tão agressivo. Entre as mulheres, o segundo câncer mais frequente será o de mama. Com 20,8% dos casos, é previsto que sejam registrados 57 mil novos casos no próximo ano. Em seguida aparecem os de cólon e reto, com 6,4%, e os de colo do útero, com 5,7%. Até o ano passado, o número de casos de câncer de colo do útero superava o de cólon e o de reto. "Com essa estimativa, decidimos criar um comitê de especialistas para discutir se não está na hora de adotar medidas de rastreamento mais precoce de intestino baixo", explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na entrevista coletiva na qual foi apresentado o relatório. O coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha, lembrou que alguns países como a Inglaterra e Finlândia têm programas de rastreamento preventivo. No caso específico dos casos na parte baixa do intestino, região que inclui cólon e reto, uma das medidas que podem ser adaptadas é a de determinar que os exames convencionais de sedimentos sejam usados para identificar possíveis rastros de sangue. Entre os homens, sem considerar o câncer de pele, o caso mais comum é o de próstata (22,8%), que registrará 69 mil novos casos em 2014, seguido pelo de traqueia, brônquio e pulmão e pelo cólon e reto. De acordo com Noronha, os casos de câncer de mama entre as mulheres e de próstata entre os homens tendem a crescer a cada ano pelo envelhecimento da população. Em contrapartida, os casos de câncer do colo do útero entre as mulheres e de pulmão entre os homens tendem a cair, atribuído às políticas de prevenção e diagnóstico. "O câncer no Brasil segue uma tendência internacional fortemente marcada pelo envelhecimento da população. Outros fatores de risco também são importantes e o principal deles é o tabagismo, responsável por cerca de uma terceira parte dos casos", explicou Noronha. O especialista também citou como fator de risco o consumo de álcool, a alimentação inadequada e a falta de atividade física. Segundo as estatísticas do Ministério da Saúde, o câncer é, atualmente, a segunda maior causa de morte natural no Brasil e no mundo, só perdendo para doenças cardiovasculares. "O câncer hoje já mata no Brasil três vezes mais que as doenças parasitárias, e quatro vezes mais que acidentes de trânsito. Tem que passar a ser uma grande prioridade do conjunto dos serviços públicos e privados de saúde", afirmou Padilha. As últimas estatísticas mostram que em 2011 foram registradas 184.384 mortes por câncer no país. EFE cm/cdr-rsd

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