Saúde OMS alerta para aumento dos surtos de cólera e das mortes pela doença no mundo

OMS alerta para aumento dos surtos de cólera e das mortes pela doença no mundo

Segundo a organização, mais de 26 países enfrentam crescimento no número de casos, principalmente em locais pobres e em conflito

Reuters

Resumindo a Notícia

  • OMS advertiu que surtos de cólera estão se espalhando pelo mundo
  • Taxas de mortalidade pela doença também estão crescendo acentuadamente
  • Cólera pode causar diarreia aguda, embora a maioria tenha sintomas leves
  • Doença pode matar em poucas horas se não for tratada
Mulher carrega filho com suspeita de cólera em Hasaka, na Síria

Mulher carrega filho com suspeita de cólera em Hasaka, na Síria

Reuters - 30.09.2022

Os casos de cólera aumentaram neste ano, especialmente em locais de pobreza e em conflito, com surtos relatados em 26 países e taxas de mortalidade crescendo acentuadamente, disse uma autoridade da OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta sexta-feira (30).

Em um ano típico, menos de 20 países relatam surtos da doença, que se espalha pela ingestão de alimentos ou água contaminada e pode causar diarreia aguda.

"Após anos de números decrescentes, estamos vendo um aumento muito preocupante de surtos de cólera em todo o mundo desde o ano passado", disse Philippe Barboza, líder da equipe da OMS para cólera, em entrevista coletiva em Genebra.

A taxa média de mortalidade até agora quase triplicou neste ano em comparação com a média de cinco anos, e atualmente está em torno de 3% na África, ele acrescentou.

Embora a maioria das pessoas afetadas tenha sintomas leves ou inexistentes, a cólera pode matar em poucas horas se não for tratada.

Barboza também expressou preocupação com surtos no Chifre da África e partes da Ásia, incluindo o Paquistão, onde algumas regiões estão inundadas.

Ele disse que apenas alguns milhões de doses de vacinas estão disponíveis para uso antes do fim deste ano e cita a falta de fabricantes como um dos problemas. A OMS mantém um estoque de emergência de vacinas contra cólera.

"Então está muito claro que não temos vacinas suficientes para responder a tantos surtos agudos e menos ainda para poder implementar campanhas de vacinação preventiva que podem ser uma forma de reduzir o risco para muitos países", disse ele.

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