Padilha admite que médicos cubanos contratados podem pedir asilo
Saúde|Do R7
Brasília, 4 set (EFE).- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, admitiu nesta quarta-feira que os profissionais cubanos e de outras nacionalidades contratados para o programa "Mais Médicos" podem pedir asilo político no país e negou que os passaportes dos cubanos são retidos por pedido do Governo de Havana. "Se um médico cubano ou argentino, pois temos médicos de mais de 60 países, pedirem asilo político, vamos analisar o caso quando houver um motivo", declarou Padilha à comissão geral da Câmara dos Deputados, na qual compareceu para dar mais detalhes do programa que provocou descontentamento entre profissionais brasileiros. Padilha negou o rumor sobre a retenção de passaportes dos médicos cubanos por parte das autoridades brasileiras a pedido do Governo do país caribenho. "Vejam com os próprios médicos e vejam se eles estão ou não com seus passaportes, pois é o documento que eles têm", assinalou. O acordo do Governo brasileiro com a Organização Pan-Americana da Saúde pretende a contratação até o final do ano de 4.000 médicos cubanos, dos quais 10% já estão no país para atuar em regiões afastadas, junto a outros profissionais que foram contratados diretamente. Os cubanos e demais estrangeiros que fazem parte da primeira fase do programa passam por uma capacitação para iniciar atividades profissionais no próximo dia 16 de setembro. A contratação de médicos estrangeiros para as praças que foram rechaçadas inicialmente pelos próprios brasileiros gerou o descontentamento de grande parte do conselho profissional e alguns médicos protestaram nas ruas. Outros inclusive receberam em um clima hostil seus colegas estrangeiros. EFE wgm/ma














