Pesquisadores desenvolvem aplicativo para treinar memória de esquizofrênicos
Dispositivo melhora funções cognitivas dos pacientes e ajuda a ter maior independência na vida
Saúde|Do R7

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveu o "Wizard", aplicativo para treinar a memória que melhora a qualidade de vida dos que sofrem de esquizofrenia, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (3) pelo jornal "The Philosophical Transactions of the Royal Society B". Os cientistas que realizaram o estudo consideram provado que "os jogos de memória podem ajudar até um ponto em que os remédios ainda não conseguiram chegar".
Descrito pelos criadores como motivador, divertido e fácil de entender, "Wizard" tem o objetivo de melhorar as funções cognitivas dos pacientes para ajudá-los a ter maior independência na vida diária e no trabalho. As pessoas que sofrem de esquizofrenia têm afetada a memória episódica - que ajuda a lembrar coisas recentes como onde o carro foi estacionado - e ainda não existem remédios eficientes para tratar esse tipo de degeneração das funções cognitivas.
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Os pacientes que participaram do estudo jogaram "Wizard" durante oito horas ao longo de quatro semanas, enquanto tomavam a medicação habitual. Depois desse período, os pesquisadores mensuraram a memória episódica dos participantes. Através do exame neurofisiológico padronizado em Cambridge, os criadores do aplicativo mediram, além da memória episódica, a pontuação na escala de funcionamento global que os médicos aplicam para determinar o funcionamento social, ocupacional e psicológico dos adultos.
Após avaliar os exames, os cientistas descobriram que os pacientes que tinham utilizado o jogo de memória cometiam menos erros e precisavam de menos tentativas para lembrar os diferentes padrões do teste. Barbara Sahakian, líder do estudo e pesquisadora do Departamento de Psiquiatria em Cambridge, afirmou que esse trabalho é importante "porque prova que os jogos de memória podem ajudar onde os remédios não puderam chegar até o momento". Outro dos pesquisadores, Peter Jones, acrescentou que os resultados são promissores e que os aplicativos podem "não só melhorar a memória episódica dos pacientes, mas também melhorar o funcionamento de sua vida diária".
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