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Procura por vacina de gripe no Rio está baixa, alerta secretaria de Saúde

Campanha começou no dia 17 de abril e expectativa é imunizar 4,5 milhões de pessoas

Saúde|Da Agência Brasil

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r7rio-042014-vacina Divulgação

Até o momento, apenas 20% do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe no Rio de Janeiro foram imunizados. A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza começou no dia 17 de abril e a expectativa é imunizar 4,5 milhões de pessoas no estado até o dia 26 de maio.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Alexandre Chieppe, no ano passado, a procura pela vacina foi grande e a meta de cobertura no Brasil e no Rio de Janeiro foi atingida.


— Este ano a procura está bastante baixa, a gente já está no meio da campanha de vacinação e apenas 20% do público-alvo foi vacinado. A gente está alertando para a necessidade de se vacinar, considerando que a gente está chegando agora no período mais frio do ano, quando aumenta a circulação do vírus da gripe e, consequentemente, a gente tem o aumento no número de casos.

Para ele, a diminuição de óbitos relacionados à doença este ano e a procura pela vacina contra febre amarela podem ter contribuído para a baixa imunização até o momento.


— Eventualmente, algumas pessoas podem estar preocupadas com tomar as duas vacinas, mas é importante deixar claro que são vacinas diferentes, com formulações diferentes e não há contraindicação caso a pessoa tenha tomado a vacina da febre amarela também se vacinar contra a gripe.

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O grupo com a menor cobertura no estado até o dia 8 de maio era o de crianças, com apenas 7,89%. Entre os indígenas, o alcance já foi de 32,31%. Chieppe reitera a importância da vacinação para evitar complicações nos pequenos.

— É uma preocupação muito grande, porque, junto com os idosos e as gestantes, é o grupo que mais apresenta complicações pela gripe, principalmente as pneumonias. A pneumonia pelo vírus da gripe, eventualmente, leva a casos muito graves e, nesse público de crianças, gestantes e pessoas com mais de 60 anos, essa incidência é significativamente maior do que na população geral.


O subsecretário destaca que a vacina foi atualizada para novas linhagens do vírus H1N1 e da influenza B, que vem crescendo em termos de incidência no estado do Rio de Janeiro. Ainda segundo ele, há uma grande diferença entre gripe e resfriado.

— São duas questões importantes: primeiro, a gente não confundir gripe com resfriado. A gripe é uma doença que causa um mal estar importante, uma febre importante, que pode evoluir em algumas pessoas para formas mais graves. A segunda questão é que a vacina é muito segura, muito eficaz, não existe a menor possibilidade de ela causar um quadro gripal, uma vez que é produzida com vírus mortos, indicada inclusive para pessoas que têm comprometimento do sistema imunológico.

A aposentada Ladir Batista de Oliveira tomou a vacina da gripe hoje (10), no Posto de Saúde da Família da Lapa, e recomenda a imunização.

— Me vacinei sem problema. Todo ano eu vacino, tenho medo de pegar pneumonia. Com 81 anos, ir parar no hospital, do jeito que está a coisa, morre lá. Então não deixo de me vacinar. Eu quase não tenho gripe.

Os grupos prioritários da campanha são crianças de 6 meses a menos de 5 anos de idade, gestantes, maiores de 60 anos, mulheres com até 45 dias do parto, trabalhadores da saúde e indígenas. Também estão no público-alvo este ano os professores das redes pública e privada, trabalhadores do sistema prisional, adolescentes privados de liberdade e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis.

Neste sábado (13), haverá o Dia D da campanha e os postos de saúde de todo o país devem abrir das 8h às 17h.

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