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Projeto oferece aulas gratuitas de dança para pessoas que têm ou já tiveram depressão em SP

Inscrições para Instituto Ivaldo Bertazzo vão até esta quarta-feira (31) pelo site 

Saúde|Do R7

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Aulas de dança podem ajudar quem sofre de depressão
Aulas de dança podem ajudar quem sofre de depressão

Pessoas que estão depressivas ou que conviveram com a doença podem se inscrever de forma gratuita para fazer aulas de dança no projeto "Proximo Passo - O Espetáculo", realizado pelo instituto Ivaldo Bertazzo, com patrocínio da Libbs. Para se candidatar ao curso não é exigida nenhuma experiência anterior com a prática da dança, e as inscrições vão até esta quarta-feira (31).

São 30 vagas para o processo, com encontros duas vezes por semana, durante quatro meses, na cidade de São Paulo, onde fica a Escola do Movimento Ivaldo Bertazzo. Os alunos conhecerão o Método Bertazzo, que trabalha a consciência corporal e a reeducação do movimento, por meio de técnicas desenvolvidas ao longo de 40 anos por Ivaldo.


“Depressão é um tema delicado e será tratado por nós de um jeito leve e solto”, diz o diretor, educador e coreógrafo Ivaldo Bertazzo.

— Dançar cura a tristeza, melhora o humor, aquece o corpo e apaga qualquer dor.


Ao fim do projeto, será produzido um documentário baseado nas experiências dos próprios alunos sobre esse processo. O conteúdo será veiculado como forma de incentivar outras pessoas a usarem o movimento na busca de restaurar o equilíbrio para a vida.

As inscrições podem ser feitas até o dia 31/05, no site ivaldobertazzo.com.br/proximopasso, onde os candidatos também podem encontrar mais informações sobre a iniciativa.


Causas, sintomas e tratamento

A depressão é uma doença incapacitante, que afeta de 8 a 15% dos brasileiros e mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Mais incidente na população feminina, o problema é caracterizado por alterações emocionais e físicas. “A doença afeta o corpo de uma forma sistêmica. Então, inclui desde sintomas psíquicos, como perda da capacidade em sentir prazer, tristeza profunda e apatia, até sinais físicos, como alterações de sono e apetite, cansaço e aumento de quadros infecciosos e inflamatórios”, explica a psiquiatra Giuliana Cividanes, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).


As causas da doença incluem desde fatores genéticos até experiências de vida do paciente. “A depressão é multifatorial: pode ser desencadeada por aspectos biológicos, genéticos e ambientais, como o estresse e dificuldades da vida. Nesse sentido, a própria personalidade influencia, já que cada pessoa reage de uma forma às diferentes situações”, ressalta. Algumas doenças sistêmicas, o uso de drogas e o alcoolismo também aumentam o risco de desenvolver o distúrbio.

O tratamento varia de acordo com o grau de evolução da doença. No entanto, o melhor é o multidisciplinar, que inclui a psicoterapia e o tratamento médico. Também é importante que o paciente retome gradualmente suas atividades – e até mesmo adote novos hobbies, como dança, meditação, caminhada, entre outros.

Serviço:

Inscrições: até 31/05 (30 vagas).

Site: ivaldobertazzo.com.br/proximopasso/

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