Saiba quais vacinas tomar para se proteger das doenças respiratórias que aumentam nessa época do ano
O infectologista Marcelo Otsuka explica as indicações de imunizantes para Influenza, Vírus Sincicial, Covid e Pneumococo
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Um mês depois do início do outono, os casos de infecções respiratórias no Brasil estão aumentando; os de gripe, por exemplo, já chegaram a dobrar em um ano. Com tantas variações de doenças, a população fica em dúvida de qual vacina tomar e quem deve se vacinar.
Em entrevista ao Alerta Brasil desta segunda-feira (20), o pediatra e infectologista Marcelo Otsuka fala que, devido aos vários casos de Influenza, a vacina da gripe é prioritária, principalmente para os idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças pulmonares e cardíacas. Esse é o grupo de risco para a maioria das vacinas.
“Outro vírus que agora afeta muita gente é o Vírus Sincicial Respiratório. É o principal causador da bronquiolite. Então hoje nós temos a vacina da gestante, que ela vai passar anticorpos durante a gravidez para a criança, para o recém-nascido, e esse recém-nascido vai ter uma proteção assim que nascer”, explica ele.
Otsuka também destaca a importância de continuar se protegendo contra a Covid-19. “A Covid hoje agride menos do que no início, em que todas as pessoas eram suscetíveis. Mas nós temos algumas populações que têm um maior risco para desenvolver doença grave pelo Covid. Quem são essas pessoas? Aquelas pessoas que têm o que a gente chama de comorbidades ou doenças importantes, como problemas cardíacos, problemas pulmonares e, principalmente, câncer”, alerta.
Para quem tem as comorbidades, acrescenta o médico, uma dose por ano. Para quem tem uma doença imunossupressora como câncer, são duas doses da vacina para Covid por ano.
Em seguida, Otsuka alerta para a importância da imunização contra o Pneumococo, principal bactéria causadora de pneumonias, infecções no ouvido, infecções pulmonares, meningites e sinusites. Elas entram no programa de vacinação para recém-nascidos, mas, segundo o médico, são indicadas aos idosos e grupos já comprometidos também.
O pediatra e infectologista reitera a importância da vacinação e traz à tona o caso do sarampo para exemplificar como esse cuidado não pode esmorecer: “A gente não pode esquecer mesmo de vacinação. Só para lembrar, nós tivemos recentemente casos de sarampo; ninguém lembra como era o sarampo antigamente, quantas pessoas morreram pelo sarampo. Então, manter a vacinação atualizada para todos esses agentes sempre é uma meta para todos nós, para ter saúde, quer seja criança, quer seja adulto, quer seja idoso”.
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