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Infectologista assegura que transmissão do ebola não é tão simples quanto a da Covid

‘Felizmente ou infelizmente, a gente aprende com a dor’, afirmou entrevistado, que diz que a pandemia melhorou protocolos de saúde

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Suspeita de ebola em paciente de 37 anos foi descartada pela Secretaria de Saúde de São Paulo.
  • Paciente contraiu uma bactéria causadora de meningite e permanece em estado grave na UTI.
  • Transmissão do ebola requer contato direto com secreções, sangue ou agulhas contaminadas.
  • Anvisa intensifica fiscalização de barreiras sanitárias, mas não há tratamento específico para a doença.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A suspeita de vírus de ebola em um paciente de 37 anos vindo da República Democrática do Congo e internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas foi oficialmente descartada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo nesta segunda-feira (1º). O homem ainda está em estado grave e permanece na UTI.

A confirmação ocorre após exames anteriores notificarem que ele havia contraído uma bactéria causadora de meningite. Em entrevista ao Hora News, o médico infectologista Guilherme Roveri garantiu que, no momento, não há motivos para a população se preocupar e que os casos permanecem isolados na África.


A fachada do Insituto de Infectologia Emilio Ribas, um tanto desagastada por conta dos efeitos do tempo .
Paciente permanece internado na UTI em estado grave no Instituto de Infectologia Emílio Ribas Reprodução / Record News

“O contato precisa ser mais direto, com secreções, sangue ou agulhas contaminadas. Então não é tão simples a transmissão como, por exemplo, uma Covid ou uma gripe. [...] Felizmente ou infelizmente, a gente aprende com a dor. Agora sabemos que todo indivíduo, independente da suspeita, com sintoma respiratório, precisa usar máscara, higienizar as mãos”, afirmou.

Guilherme ainda destacou que a pandemia auxiliou nos esforços da Anvisa (Agência Nacional De Vigilância Sanitária) em fiscalizar as barreiras sanitárias e trouxe inovações aos protocolos. O especialista só lamenta o fato de a doença não possuir tratamento: “Vamos dar fatores para conter. Vamos intubar se tiver um problema respiratório. Enfim, a gente vai apagar fogo”.

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