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‘A gente quer que as pacientes tenham dignidade’, diz médico sobre reconstrução mamária

Governo federal reajustou a tabela desse tipo de cirurgia no SUS; novos valores representam um aumento de 13%

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A tabela de cirurgias de reconstrução mamária no SUS foi reajustada, com um aumento de 13% nos valores, totalizando mais de R$ 27 milhões em investimentos anuais.
  • A expectativa é realizar 16,7 mil novos procedimentos anualmente; antes, apenas 20% das pacientes conseguiam a cirurgia pelo SUS.
  • Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, destaca que o reajuste permitirá que hospitais realizem as cirurgias sem prejuízos, promovendo dignidade às pacientes.
  • Apesar da obrigatoriedade da reconstrução mamária desde 1998, a execução ainda enfrenta desafios, como a chegada de próteses e a disponibilidade de médicos capacitados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A tabela de cirurgias de reconstrução mamária no SUS (Sistema Único de Saúde) foi reajustada por uma portaria do governo federal. Os novos valores, que representam um aumento de 13%, passam a valer a partir de junho. Mais de R$ 27 milhões são investimentos anualmente nesse tipo de cirurgia.

A expectativa é de que, com o montante, mais 16,7 mil novos procedimentos sejam realizados por ano. Antes da medida, somente 20% das pacientes conseguiam realizar a cirurgia pelo SUS.


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Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (1º), o mastologista Guilherme Novita, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica que muitos hospitais, por falta de recursos, desencorajavam as pacientes a realizar o tratamento. Porém, segundo ele, o reajuste irá viabilizar o procedimento.

“A ideia é que o hospital não tenha prejuízo e permita que isso seja feito. A gente quer não só a cura para o câncer de mama, a gente quer que as pacientes tenham dignidade e saiam da cirurgia com a mama reconstruída, porque isso é muito importante”, ressalta.


Segundo Novita, desde 1998, a reconstrução mamária é obrigatória e prevista em lei, mas nem sempre a obrigação é levada ao pé da letra. “A gente, agora, precisa fazer que seja viável a chegada da prótese nos lugares e que tenham médicos e médicas capazes de fazer a reconstrução. Sem isso, a gente vai ficar novamente com uma lei linda, uma regra maravilhosa e a coisa não acontecendo. A gente quer que a coisa mude, que a realidade da mulher que está tratando câncer de mama na rede pública seja o mais parecida ou igual à daquela que está tratando câncer de mama na rede privada”, aponta.

O médico ressalta que, no Brasil, há uma realidade que, em alguns lugares, o diagnóstico de câncer de mama é tardio. “A gente quer minimizar para essas mulheres, além da cura, ficarem também com a sua vida pessoal, seu corpo, a parte física também intacta”, completa Novita.

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