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Unicef alerta: crianças são principais vítimas do ebola no Congo

Entidade diz que risco não se limita à contaminação das crianças; até agora, já foram identificados 53 casos de órfãos cujos pais morreram no surto

Saúde|Do R7

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Unicef alerta para riscos às crianças no surto de ebola
Unicef alerta para riscos às crianças no surto de ebola

As crianças são as mais afetadas pelo surto de ebola no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), alertou o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) nesta sexta-feira (17).

"As mulheres são as principais responsáveis pelas crianças, por isso, se contraem a doença, seus filhos e toda a família se tornam vulneráveis ", afirmou Gianfranco Rotigliano, representante do Unicef no país.


Além disso, aqueles que têm alta após a confirmação de que não têm o vírus, correm o risco de serem estigmatizados dentro da sua comunidade.

Profissionais de saúde foram infectados pelo ebola no Congo


Até agora, indicou o Unicef, duas crianças já morreram pelo ebola, enquanto outros seis estão sendo tratados nos centros médicos de Beni e Mangina.

"O impacto da doença nas crianças não se limita aos infectados ou casos suspeitos", especificou Rotigliano.


"Muitos deles enfrentam a doença e a morte de seus pais e entes queridos, ou perderam a boa parte da sua família ficaram sozinhos. Essas crianças precisam urgentemente do nosso apoio", reforçou.

O Unicef já identificou 53 crianças órfãs por causa do ebola. Elas estão recebendo atendimento psicosocial e ajuda alimentar, além da pesquisa de possíveis famílias de amparo.


Já são 51 os casos confirmados deste último surto, declarado nas províncias do nordeste do Kivu Norte e de Ituri desde 1º de agosto. Foram registradas 17 mortes, segundo os últimos dados, divulgados nesta sexta pelo Ministério de Saúde do Congo.

O número total de casos, incluindo os confirmados e os prováveis, chega a 78.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu hoje não saber o alcance real do surto, dado que há várias "áreas vermelhas", em que não tem acesso.

O nordeste do RDC vive há anos uma situação de conflito, com constantes massacres protagonizados por rebeldes, que enfrentam também as tropas governamentais e as forças da ONU (MONUSCO).

O ebola é transmitido por contato direto com o sangue ou com os fluídos corporais de pessoas ou animais infectados, e causa hemorragias graves. A taxa de mortalidade é de 90%.

A pior epidemia desta doença foi declarada em março de 2014, com os primeiros casos em dezembro de 2013 em Guiné Conacri, de onde se expandiu intensamente para Serra Leoa e Libéria.

A OMS deu por acabada a epidemia em janeiro de 2016. Neste surto foram registradas 11.300 mortes e mais de 28.500 casos.

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