Utilizar IA como verdade absoluta em complemento à terapia ‘é o grande perigo’, diz psicanalista
Pesquisa mostra que um terço dos pacientes usa os ‘chatbots’ junto à terapia tradicional
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que cerca de um terço dos pacientes está utilizando inteligência artificial junto com as terapias tradicionais. A prática consiste no uso de chatbots como complemento ao tratamento psicológico convencional. No entanto, especialistas alertam para os riscos dessa abordagem.
Em entrevista ao Hora News desta terça-feira (14), a psicanalista Babiane Paiva explica que o uso da inteligência artificial na saúde mental ainda está em fase experimental e ressalta a importância de não se confiar cegamente nas respostas fornecidas por essas tecnologias. “O que a gente vê muitas vezes quando a pessoa vai utilizar é que ela toma aquilo como uma verdade absoluta, e isso que é o grande perigo”, diz.
Babiane também destaca que os algoritmos são projetados para engajar usuários por mais tempo e fornecer respostas baseadas nas informações previamente inseridas pelo usuário. O que pode resultar em um retorno enviesado ou até mesmo enganoso.
“É muito triste e perigoso, e nós estamos ainda numa era artificial, onde a internet tem muita influência sobre a nossa forma de pensar e existem muitos comparativos. Então, o tempo todo a gente está ali com uma sensação de insatisfação, de algo a melhorar, e aí, muitas vezes, ela vai vir como se fosse te abraçando, mas é um falso abraço”, comenta.
Para a psicanalista, o uso da IA, quando utilizada por profissionais para melhorar diagnósticos clínicos, pode ser muito benéfico, mas o uso direto por pacientes sem orientação adequada pode ser prejudicial.
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