Veja quais são os erros mais comuns na hora de higienizar os alimentos
Práticas como lavar o frango, consumir ovos de gema mole e não utilizar bolsas térmicas podem ser perigosas e até mesmo fatais, alerta pesquisadora
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Uma pesquisa realizada por alunos da USP (Universidade de São Paulo) revelou que metade dos brasileiros costuma lavar a carne antes de comer e que mais de 60% não higienizam vegetais da maneira correta. Tais práticas podem contaminar os alimentos e até mesmo levar à morte de quem os consome, como aponta a coautora do estudo, Daniele Fernanda Maffei.
No Link News desta segunda-feira (20), ela conta que ficou curiosa pelo fato de a maioria dos surtos de DTHA’s (Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar) ocorrerem em residências, e decidiu investigar o que as pessoas faziam de errado. As descobertas foram surpreendentes e a pesquisadora decidiu compartilhá-las ao mesmo tempo que derruba a confiabilidade de hábitos comuns, como lavar a carne de frango antes de comê-la.

A prática não é necessária, uma vez que o cozimento já eliminará o perigo de infecção. Lavar o alimento antes de levá-lo ao fogo, entretanto, pode ter o efeito inverso do esperado: “Quando a pessoa lava, ela espalha a contaminação que está na superfície dessa carne para a pia e para os outros utensílios que estejam próximos, ocasionando uma contaminação cruzada”.
O cozimento das carnes, em geral, é a melhor maneira de se evitar algum tipo de doença. Daniele também indica que a prática deve ser adotada quando se for preparar um ovo, em vez de ingeri-lo cru ou com a gema mole. “Tem muita gente que gosta, mas isso é um hábito perigoso. [...] Existe um risco de ele estar contaminado com a bactéria salmonela”.
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Ainda sobre o ovo, a especialista declara que o armazenamento correto dele deve ser dentro de um recipiente fechado na prateleira intermediária das geladeiras, ao contrário da porta, local em que a temperatura mais oscila no aparelho. O calor possui um papel igualmente importante no armazenamento de carnes e frios.
Daniele aconselha que comidas perecíveis sejam compradas por último no supermercado e que uma bolsa térmica seja utilizada durante o transporte. Já quando o assunto é a higienização de hortaliças e verduras, a pesquisadora fornece o passo a passo: primeiro fazer uma pré-lavagem em água corrente para tirar a sujeira visível e depois realizar uma imersão em solução clorada.

A utilização de água sanitária na higienização das hortaliças também é recomendada por ela, mas a estudiosa lembra que a receita é de uma colher de sopa da substância para cada litro de água e que o rótulo do produto deve deixar claro que ele pode ser usado em tal finalidade. Depois, é importante lavar em água corrente para retirar os resíduos do químico.
A pesquisadora enxerga o próprio trabalho como uma forma de disseminar conhecimento e incentivar a mudança de hábitos na população, que muitas vezes ainda segue preceitos culturais. “Elas dizem: eu sempre fiz assim, nunca aconteceu nada. [...] mesmo que nunca tenha acontecido, pode acontecer, e se a gente puder evitar qualquer tipo de problema, será muito melhor para a nossa saúde e a das pessoas que amamos”.
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