Saúde Viagra não é usado apenas para tratar impotência sexual; entenda

Viagra não é usado apenas para tratar impotência sexual; entenda

Especialista explica que o uso do citrato de sildenafila também é comum em tratamentos contra hipertensão pulmonar arterial e doenças reumatológicas; o uso para outros fins é aprovado no SUS

  • Saúde | Do R7

Composto do Viagra provoca vasodilatação, mecanismo importante para tratar outras doenças

Composto do Viagra provoca vasodilatação, mecanismo importante para tratar outras doenças

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As Forças Armadas autorizaram a compra de 35 mil comprimidos de Viagra, nome comercial do citrato de sildenafila – droga usada para tratar disfunção erétil. Em nota divulgada nesta segunda-feira (11), a Aeronáutica afirmou que o medicamento é destinado ao tratamento de hipertensão arterial pulmonar e de pacientes com esclerose sistêmica que apresentam o fenômeno de Raynaud. 

Embora o composto de sildenafila seja popularmente conhecido como remédio para tratamento da impotência sexual, a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) autorizou, em 10 de maio de 2012, o seu uso em pacientes com esclerose sistêmica que apresentam o fenômeno de Raynaud.

No entanto, o uso do medicamento para esse fim não consta na bula disponibilizada pela farmacêutica Viatris, atual fabricante do Viagra. O documento também não recomenda o uso da droga para tratar hipertensão arterial pulmonar. Segundo o laboratório, não foram realizados estudos clínicos para esse fim.

Em que pese a falta de indicação na bula, o cardiologista Yuri Brasil, especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, explica que, inicialmente, a sildenafila foi desenvolvida para tratar pacientes com hipertensão pulmonar, e que o direcionamento para disfunção erétil surgiu a partir de um efeito colateral do medicamento.

“A vasodilatação é um mecanismo fisiológico para poder diminuir a pressão. Então, quando conseguimos dilatar o vaso, por consequência a pressão arterial, seja pulmonar ou sistêmica, cai. Por isso é importante a vasodilatação nos pacientes que têm hipertensão pulmonar. E a sildenafila age sobre uma enzima que, quando inibida, provoca vasodilatação, e um efeito colateral disso é a melhora da disfunção erétil”, explica o médico. 

No caso do fenômeno de Raynaud, segundo o especialista, a dosagem recomendada da sildenafila é ainda maior que a comercializada. 

“Podem ser usados até 200 miligramas por dia, não é nessa dose comercial [do Viagra] de 20 miligramas. Na prática, usamos mais esse medicamento para tratar hipertensão pulmonar arterial e doenças reumatológicas”, afirma. 

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