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Quase 70% dos casos graves de doenças respiratórias poderiam ser evitados com vacinas, diz médico

Chegada do inverno e queda das temperaturas contribuem para aumento das internações por síndrome respiratória aguda grave

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A chegada do inverno e a queda das temperaturas aumentam as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
  • O aumento de casos é influenciado por hospitalizações de crianças pelo Vírus Sincicial Respiratório e jovens, adultos e idosos pelos vírus da influenza A e B.
  • Vacinas disponíveis na rede pública poderiam evitar cerca de 70% dos casos graves de doenças respiratórias, mas há baixa adesão da população.
  • Este é o primeiro ano com vacina disponível para gestantes contra o VSR, e crianças recebem anticorpo monoclonal como proteção.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A chegada do inverno e a queda das temperaturas em diversas regiões do país têm contribuído para o aumento das internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Segundo o último boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os casos voltaram a crescer entre a população.

O relatório indica que esse aumento é influenciado pela alta hospitalização de crianças pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e pela alta hospitalização de jovens, adultos e idosos pelos vírus da influenza A e B. Os dados são referentes à semana epidemiológica 23, que considera o período de 7 a 13 de junho.


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Em São Paulo, um levantamento realizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo apontou um crescimento de 88% nas internações relacionadas ao frio em comparação com o mesmo período de 2025. O levantamento apontou ainda que os casos entre idosos de 60 a 80 anos mostraram um aumento mais expressivo: de 7% para 14%.

Em entrevista ao Link News desta terça-feira (23), Juarez Cunha, médico e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, esclarece que esse aumento de casos já era esperado, devido à “época usual” do ano, que contempla o período de outono-inverno.


Cunha aponta mudanças de temperatura — frios extremos, ar muito seco ou muito úmido — e aglomerações em ambientes fechados como principais causas do aumento dos quadros de infecções respiratórias no inverno.

“Um aspecto muito importante que a gente tem que abordar, talvez com mais profundidade, é que praticamente 70% desses casos poderiam ser evitados com vacinas que, inclusive, estão disponíveis na nossa rede pública de saúde, mas infelizmente com baixa adesão da população”, ressalta.


Segundo o médico, a mudança notada após a pandemia de Covid-19 é na maior facilidade de diagnóstico dos diferentes vírus, mas o aumento sempre aconteceu na mesma época durante todos os anos.

“Esse é o primeiro ano em que a gente está tendo a sazonalidade do VSR, o vírus que é causador da bronquiolite, uma das principais causas de hospitalização de crianças por síndrome respiratória aguda grave. Esse é o primeiro ano que a gente tem a vacina disponível para a gestante, então, desde dezembro, nós temos a vacina disponível para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, e também temos, desde fevereiro, a imunização da criança, em especial o prematuro e crianças que tenham comorbidade, só que elas não recebem a vacina, elas recebem um anticorpo monoclonal, que é uma proteção já pronta”, diz.

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