Mais de 95% da população deve estar corretamente vacinada contra o sarampo, diz infectologista
Ministério da Saúde recomendou aplicação de uma dose zero da vacina tríplice viral em crianças de seis a 11 meses e 29 dias após três casos em São Paulo
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério da Saúde recomendou nesta sexta-feira (26) a aplicação de uma dose zero da vacina tríplice viral — que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola — em crianças de seis a 11 meses e 29 dias.
A orientação serve especificamente para São Paulo e Guarulhos. A medida foi motivada pelo registro de três casos de sarampo em crianças menores de 2 anos na zona norte de São Paulo.
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Segundo o infectologista Kléber Luz, “quando há o registro de casos de sarampo em uma localidade e há transmissão autóctone, ou seja, as crianças não saíram da cidade e se contaminaram com o vírus do sarampo, significa que há uma circulação do vírus e, quando há circulação do vírus, há uma necessidade de que se estabeleça um bloqueio à circulação desse vírus, e a melhor forma de evitar a circulação é por administração da vacina”.
O médico explica que a medida estará em vigor durante todo o tempo em que forem registrados casos da doença na região e, por isso, é fundamental que todas as crianças da faixa etária sejam vacinadas.
“O sarampo é uma doença relativamente grave, acompanhada muitas vezes de uma pneumonia, uma infecção pulmonar, quadros de infecção no ouvido, que são as otites, e quadros de diarreia grave. Então, a criança pode morrer do próprio sarampo porque ele inflama o pulmão e pode matar a criança por uma pneumonia ou pode complicar com infecção bacteriana, diarreia e otites. E existe uma complicação gravíssima do sarampo, que o sarampo inflama o cérebro, e é uma doença invariavelmente fatal”, alerta em entrevista ao News das 19h.
Luz ressalta que a única forma que existe para evitar que as pessoas diagnosticadas com sarampo venham a morrer é se mais de 95% da população estiver corretamente vacinada contra o sarampo.
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