Assim como brinquedos, IA precisa ser testada antes de chegar às crianças; veja análise
‘A gente já criou o ECA digital, mas, sinceramente, eu acho que a gente precisa levar esse assunto mais a sério’, opinou especialista
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Teve início nesta segunda-feira (6) o Diálogo Global da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Governança de Inteligência Artificial. Durante o evento, António Guterres, secretário-geral do grupo, afirmou que a tecnologia precisa de limites de segurança e que ela avança de modo que nenhum humano consegue acompanhar, sendo um perigo para as crianças de todo o mundo.
“Esse alerta é bem importante, porque coloca a IA no lugar que é certo. Não é um milagre, mas também não pode ser vista como uma ameaça inevitável. É uma tecnologia poderosa demais para avançar sem regras públicas ou sem o controle humano [...], assim como nenhum medicamento ou brinquedo chega às mãos de uma criança sem os testes”, afirmou o PhD em Educação, Rafael Parente, ao Conexão Record News da terça (7).
“Aqui no Brasil a gente já criou o ECA digital, mas, sinceramente, eu acho que a gente precisa levar esse assunto mais a sério”, opinou o especialista, que enfatiza o fato de diversas crianças e adolescentes utilizarem a IA para pedir conselhos, fazer amizades, tratar de questões íntimas e até mesmo namorar com o algoritmo.
Apesar disso, Parente acredita que a proibição não é o caminho e enxerga oportunidades na ferramenta. “Profissionais da educação precisam se apropriar da IA e podem, claro, ampliar a própria inteligência social, emocional, competências pedagógicas e capacidades. Eles podem ampliar o impacto do próprio trabalho se souberem fazer o melhor uso da tecnologia”, concluiu o PhD.
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