Celular da LG leva facada durante exposição na Campus Party
Empresa tecnológica "tem prejuízo" com aparelhos para degustação na feira
Tecnologia e Ciência|Felippe Constâncio, do R7

O smartphone G Flex da LG que chegará ao mercado brasileiro em março deste ano está em exposição e disponível para degustação na Campus Party 2014. Mas mesmo com uma tecnologia inédita de regeneração, o telefone da companhia sul-coreana literalmente sofreu na mão dos visitantes.
Um dos apresentadores dos eletrônicos no estande da marca na Campus, Renato Sanches Romeu conta que a superfície traseira e as hastes do G Flex contam com polímeros que funcionam como um tapete de micro-espinhos, que, ao ser riscados, conseguem voltar ao estado normal com o tempo.
— Esses "espinhos" se reacomodam numa média de três minutos a 23ºC. Esta é uma tecnologia desenvolvida para quando você se esquece e coloca o aparelho no mesmo bolso da chave (do carro), por exemplo. O telefone é mais resistente a coisas do dia a dia, mas isso foi um exagero.
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O "exagero" a que Renato se refere foi a atitude de um dos visitantes que, ao degustar o aparelho, pegou uma faca e danificou a superfície.
— Nossos aparelhos em exposição vêm sendo bem danificados. Quando eles chegaram da CES 2014 (feira mundial de tecnologia de Las Vegas ocorrida no começo de janeiro), estavam novinhos.
O vendedor conta que o G Flex sofreu danos justamente pelo seu diferencial. Por se flexível, alguns visitantes forçaram tanto o aparelho no intuito de testá-lo que o "celular Wolverine" não conseguiu curar as fraturas da entrada do carregador.
— Isso aconteceu porque as pessoas torceram o aparelho. Ele não foi desenvolvido para isso. Ele é flexível e suporta uma pressão de até 32 quilos para quando a pessoa põe o aparelho no bolso traseiro e se senta sobre ele sem querer.
Corrida
A tecnologia que torna o G Flex flexível é uma mistura de plástico com cristais de vidro em sua tela. Com a tradição das telas de TV em seu DNA, a LG lançou o aparelho côncavo pouco depois da conterrânea Samsung no mercado de smartphones com telas curvas - a Samsung ainda não lançou seu smartphone côncavo.
Na batalha das marcas pela inovação, tanto a LG quanto a Samsung agora não só brigam nos recursos do telefone, mas também no conforto e durabilidade.
Quanto à logevidade, a LG quer resolver trocas de aparelho que poderiam ser evitadas, conta Renato. — O celular estava bom, mas a pessoa trocou porque caiu no chão e a tela trincou, ou mesmo porque o celular ficou com aspecto de antigo, por conta dos riscos e marcas.
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Do conforto, o tão agurdado telefone tem uma concavidade de 24º do G Flex, detalha Renato, que permite melhor visualização de filmes, como nas telas curvas de cinema, além de se encaixar melhor na mão e no rosto - o que aproxima o microfone da boca e favorece o entendimento em um local barulhento.
A LG também se preocupou com o posicionamento das mãos. Ao perceber que os usuários mantêm o indicador na direção do ouvido quando falam ao telefone, a empresa colocou um botão de atende/desliga e outros auxiliares de volume à volta.
— Foi tudo planejado para o celular ficar na mão, pois ele também pode virar um controle remoto.
Sendo a convergência entre eletrônicos um dos principais focos da LG, o G Flex tem uma lista de 250 marcas de televisores em que ele se torna compatível.
— Ele clona o controle remoto até de uma cafeteira que tenha um.
