Plataformas seguem a tendência do controle etário, mas pais ainda precisam ficar de olho; veja análise
Roblox passa a oferecer novos tipos de contas para usuários de até 16 anos com maior divisão de conteúdos
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O Reino Unido deve restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, segundo anúncio feito nesta segunda-feira (15). Seguindo o mesmo caminho, a plataforma de jogos Roblox passa, a partir desta terça-feira (16), a oferecer novos tipos de contas para usuários de até 16 anos.
Jogadores de 5 a 15 anos serão direcionados para contas com a permissão do controle parental, limitação do uso do bate-papo e outras restrições. A oferta acontece após a rede entrar na mira de autoridades, com acusações de ser conivente à apologia à violência e à atuação de redes de exploração sexual infantil na plataforma.

Em entrevista ao Conexão Record News, João Victor Archegas, professor de direito e especialista em tecnologia, afirma que o Roblox está seguindo os mesmos passos do YouTube ao criar experiências distintas dentro da mesma plataforma, de acordo com a idade do usuário, para que seja possível fazer um controle mais adequado do conteúdo que será recomendado.
“Além disso, essa mudança também vem na esfera do ECA digital, que é essa legislação inovadora aprovada no Brasil no ano passado, que já entrou em vigência no começo desse ano e que determina que as plataformas têm que adotar medidas de verificação de idade para saber exatamente quantos anos o usuário tem e assim poder, de certa maneira, personalizar essa experiência digital”, explica.
Segundo ele, essas mudanças anunciadas vêm, de certa maneira, em meio a toda essa pressão que as plataformas digitais estão sofrendo mundo afora em relação ao bloqueio e às restrições.
O especialista destaca positivamente a divisão de cores proposta pelo Roblox para cada um dos ambientes, de acordo com as idades, o que pode fazer com que os pais e responsáveis percebam com mais facilidade caso a criança não esteja no serviço direcionado à faixa etária dela.
“Mas é claro, diversos desafios persistem. A legislação vem no sentido de tentar garantir um maior leque de instrumentos e possibilidades de controle parental, mas cabe, no fim do dia, à família, ao responsável legal, garantir que isso está acontecendo da forma como deveria acontecer na prática”, ressalta Archegas.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!














