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Internacional

25/12/2012 às 16h21 (Atualizado em 25/12/2012 às 18h12)

Criador do fuzil AK-47 é hospitalizado na Rússia

Recentemente, Mikhail Kalashnikov escreveu uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin

EFE

Mikhail Kalashnikov em 2007 MAXIM MARMUR / AFP

O criador de armas russo Mikhail Kalashnikov, cujo fuzil AK-47 é a arma mais utilizada do mundo, foi hospitalizado devido a um inchaço em suas extremidades. "Está normal. Está se submetendo a tratamento profilático", disse seu filho, Víctor Kalashnikov, à agência oficial "RIA Novosti".

Víctor Kalashnikov negou assim as informações que seu pai, que completou recentemente 93 anos, está em terapia intensiva devido a problemas cardíacos.

Segundo fontes ligadas à família citadas pela agência, Kalashnikov não se encontra bem desde março passado e não vai trabalhar desde então.

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"Quando estive em sua casa na semana passada me disse: 'Não sinto nenhuma dor, mas não tenho forças'", revelou seu ajudante, Nikolai Shkliáev.

As autoridades sanitárias da região de Udmúrtia, onde vive o designer de armas e se encontra sua fábrica, confirmaram que Kalashnikov sofre diferentes dolências.

Recentemente, Kalashnikov escreveu uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, para denunciar a má gestão da fábrica por parte de sua atual direção.

Devido a seu delicado estado de saúde, seus filhos deixaram de manter-lhe informado das operações na fábrica, como quando o Exército russo anunciou em 2011 que deixaria de comprar fuzis Kalashnikov por excesso de reserva em seus arsenais.

Kalashnikov confessou em 2007, por ocasião do 60º aniversário do registro oficial de seu fuzil na URSS, que os nazistas tiveram a culpa de sua invenção porque sua vocação verdadeira era desenhar maquinaria agrícola.

Embora tenha começado a idealizar o desenho de uma arma de fogo automática em 1942, enquanto estava internado em um hospital após sofrer ferimentos durante um combate contra o Exército nazista, o primeiro fuzil de assalto AK-47 não seria registrado oficialmente até 1947.

Segundo as autoridades russas, devido ao fato de a União Soviética não ter patenteado a invenção, até 90% dos fuzis Kalashnikov que são produzidos no mundo são falsos, pois são fabricados sem autorização ou com licenças caducas.

A marca Kalashnikov só foi registrada no Escritório Internacional de Patentes da Suíça em 1998, e seu inventor nunca tirou lucro econômico de sua criação. 

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