Professores da rede municipal de BH decidem manter greve após assembleia
Decisão foi tomada por unanimidade e paralisação já dura um mês; sindicato criticou a condução das tratativas pela prefeitura
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
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Trabalhadores da educação da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve da categoria, que já dura um mês. A decisão foi tomada por unanimidade durante assembleia realizada nesta quarta-feira (28), em frente à sede da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), a continuidade do movimento ocorre em meio ao aumento da insatisfação da categoria com a postura da administração municipal durante as negociações.
Os servidores denunciam o corte de ponto dos profissionais grevistas e afirmam que a Secretaria Municipal de Educação (SMED) encerrou as negociações em andamento sem apresentar uma proposta para reposição dos dias parados.
Em nota divulgada após a assembleia, a diretoria do sindicato criticou a condução das tratativas pela prefeitura.
“O corte de ponto e o encerramento abrupto das negociações demonstram uma falta de respeito não apenas com os profissionais, mas com toda a comunidade escolar. A gestão Damião-Natália prefere punir a negociar”, afirmou a Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH.
A categoria também acusa a SMED de adotar uma postura considerada “intransigente”, o que, segundo os trabalhadores, teria inviabilizado qualquer avanço nas discussões. Durante a assembleia, os profissionais aprovaram ainda um calendário de mobilizações para os próximos dias.
Nesta quinta-feira (29), está previsto um ato público em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, às 14h, batizado de “Copa da Educação: Viaja não, Damião!”. Já nos dias 30 e 31 de maio, o sindicato informou que fará ações de panfletagem e campanhas com carro de som em bairros e comunidades da capital mineira.
Uma nova assembleia da categoria está marcada para o dia 1º de junho, às 9h, em local ainda a ser definido, quando os trabalhadores deverão reavaliar o movimento grevista e discutir os próximos passos.
Os profissionais afirmam que seguem mobilizados em defesa da valorização da carreira, melhores condições de trabalho e retomada das negociações com a prefeitura.
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