El Niño e inverno impõem ‘tendência de mais risco na agricultura’, diz especialista
Início da estação veio acompanhado de uma área de baixa pressão, que gerou uma frente fria e instabilidades no Brasil
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A chegada do inverno no último domingo (21) veio acompanhada de uma área de baixa pressão, que gerou uma frente fria e trouxe previsão de chuvas intensas para o Sul do Brasil. O cenário de instabilidade climática deve impor uma série de desafios para o produtor rural nos próximos meses.
Em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (23), Ana Ávila, especialista do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, explica que “as pesquisas têm apontado que, em anos de El Niño, a gente tem uma tendência de mais risco na agricultura”. O resultado, segundo ela, é um impacto no preço ao consumidor final.

O tempo úmido, característico dessa época do ano, tem sido motivo de preocupação para produtores de café. “O café na colheita, e sempre toda a cultura na colheita, precisa de tempo seco, e eles estão enfrentando um pouco de dificuldade porque o tempo mais úmido dificulta na secagem do grão”, afirma.
Por outro lado, o menor volume de chuvas no Nordeste do país “pode colocar em risco, inclusive, as águas que são usadas para irrigação”. “São diferentes regiões com seus diferentes impactos. É importante observar de forma geral o que acontece nas regiões específicas”, conclui.
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