‘Muito positivo para o agro brasileiro’, diz economista sobre lista de exceções do tarifaço
Miguel Daoud analisa que as negociações entre empresários brasileiros e americanos podem ter influenciado a decisão
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho, e itens do agronegócio, como o café solúvel e a carne bovina, foram incluídos na lista de isenções. A decisão foi confirmada pelo escritório do representante comercial dos EUA após audiências públicas realizadas em julho.
Em entrevista ao Record News Rural desta sexta-feira (17), o economista Miguel Daoud analisa que as negociações entre empresários brasileiros e americanos podem ter influenciado a decisão. Apesar disso, setores como máquinas agrícolas enfrentam desafios devido à imposição tarifária. “Não temos o que reclamar. Vários produtos estão contemplados nessa lista.[...] Acho que foi muito positivo para o agronegócio brasileiro”, afirma

A inclusão dos produtos na lista isenta é vista como positiva para o setor agrícola brasileiro. Outros itens como suco de laranja, castanhas e celulose também foram contemplados. Por outro lado, açúcar e etanol não conseguiram escapar das novas taxas. “Quando nós comparamos a lista dos produtos que ficaram isentos com os que não ficaram, a gente percebe que, realmente, essa tarifa, infelizmente, ela teve um benefício, o agronegócio sai beneficiado”, disse.
Segundo Daoud, Donald Trump não possui o Brasil como inimigo, mas como “exemplo para aquilo que ele quer fazer”. Para ele, a questão é mais política que comercial. “A gente sabia que esse tarifaço viria, e tem outro, que vem mais 12,5% dos trabalhos que consideram forçados. E isso aí não vai perdoar, eu acredito, que nenhum produto, ou talvez se mantenha essa lista dos produtos do agronegócio”, comentou.
O economista também apontou que o momento exige adaptação por parte dos produtores rurais devido às variáveis externas que impactam as atividades econômicas. “Entender esse cenário e avaliar, saber do seu potencial, o que ele pode, o que ele não pode: ‘posso me endividar, não posso me endividar, qual o potencial da minha safra, porque produzir vai ter que produzir’, e se adequar a esse cenário, porque eu diria que ele é passageiro”, finaliza.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!















