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‘Muito positivo para o agro brasileiro’, diz economista sobre lista de exceções do tarifaço

Miguel Daoud analisa que as negociações entre empresários brasileiros e americanos podem ter influenciado a decisão

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para café solúvel e carne bovina.
  • O economista Miguel Daoud acredita que negociações entre empresários influenciaram a decisão e vê a isenção como positiva para o agronegócio.
  • Produtos como suco de laranja, castanhas e celulose foram isentos, mas açúcar e etanol não escaparam das novas taxas.
  • Daoud afirma que a questão é mais política que comercial e que produtores rurais devem se adaptar às variáveis externas.

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O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho, e itens do agronegócio, como o café solúvel e a carne bovina, foram incluídos na lista de isenções. A decisão foi confirmada pelo escritório do representante comercial dos EUA após audiências públicas realizadas em julho.

Em entrevista ao Record News Rural desta sexta-feira (17), o economista Miguel Daoud analisa que as negociações entre empresários brasileiros e americanos podem ter influenciado a decisão. Apesar disso, setores como máquinas agrícolas enfrentam desafios devido à imposição tarifária. “Não temos o que reclamar. Vários produtos estão contemplados nessa lista.[...] Acho que foi muito positivo para o agronegócio brasileiro”, afirma


Vista aérea de um porto de contêineres, com uma grande quantidade de contêineres de diversas cores empilhados em fileiras. Há guindastes azuis movimentando contêineres e um caminhão branco na parte inferior da imagem.
Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre alguns produtos brasileiros Reprodução/Record News

A inclusão dos produtos na lista isenta é vista como positiva para o setor agrícola brasileiro. Outros itens como suco de laranja, castanhas e celulose também foram contemplados. Por outro lado, açúcar e etanol não conseguiram escapar das novas taxas. “Quando nós comparamos a lista dos produtos que ficaram isentos com os que não ficaram, a gente percebe que, realmente, essa tarifa, infelizmente, ela teve um benefício, o agronegócio sai beneficiado”, disse.

Segundo Daoud, Donald Trump não possui o Brasil como inimigo, mas como “exemplo para aquilo que ele quer fazer”. Para ele, a questão é mais política que comercial. “A gente sabia que esse tarifaço viria, e tem outro, que vem mais 12,5% dos trabalhos que consideram forçados. E isso aí não vai perdoar, eu acredito, que nenhum produto, ou talvez se mantenha essa lista dos produtos do agronegócio”, comentou.


O economista também apontou que o momento exige adaptação por parte dos produtores rurais devido às variáveis externas que impactam as atividades econômicas. “Entender esse cenário e avaliar, saber do seu potencial, o que ele pode, o que ele não pode: ‘posso me endividar, não posso me endividar, qual o potencial da minha safra, porque produzir vai ter que produzir’, e se adequar a esse cenário, porque eu diria que ele é passageiro”, finaliza.

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