El Niño coloca agricultores em alerta e impulsiona produção de silagem
Possibilidade de estiagem mais longa leva pecuaristas a reforçar estoques de alimento para o gado; especialistas recomendam cautela no planejamento da safra
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Com a possibilidade de o fenômeno El Niño provocar períodos mais longos de estiagem, temperaturas elevadas e baixa umidade do ar, os produtores rurais se mobilizaram para minimizar os impactos da seca sobre a atividade agropecuária. Na região Centro-Oeste, uma das principais estratégias tem sido o aumento da produção de silagem para garantir a alimentação do rebanho durante os meses mais críticos.
A preocupação dos produtores se dá pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas. Apesar das chuvas registradas em junho, consideradas incomuns para a época na região, o cenário atual é marcado por vegetação seca, noites frias e temperaturas que se aproximam dos 30°C durante as tardes.
Em Goiás, a demanda por silagem cresce à medida que as pastagens perdem qualidade. Em áreas produtoras, a colheita do milho é aproveitada para a produção do volumoso, sendo uma alternativa essencial para manter a nutrição dos animais durante a estiagem.
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O produtor Divan, que trabalha há mais de 20 anos no setor, afirma que o mercado passou por mudanças nos últimos meses. Segundo ele, muitos criadores de gado leiteiro reduziram ou encerraram as atividades, afetando a demanda. Atualmente, a produção chega a cerca de 80 toneladas de silagem por dia.
Apesar da procura, o preço do produto caiu. A tonelada, que no ano passado era comercializada por cerca de R$ 350, passou para aproximadamente R$ 250 neste ano. Em contrapartida, a demanda do setor de corte e de confinamentos tem ajudado a sustentar o mercado.
Especialistas alertam que, em anos de El Niño, o retorno das chuvas costuma ocorrer de forma mais irregular, o que pode dificultar o planejamento das atividades agrícolas. Por isso, a recomendação é cautela no início do plantio e atenção à evolução das condições climáticas nos próximos meses.
Além dos desafios para a produção agropecuária, a previsão de vegetação mais seca aumenta o risco de queimadas, exigindo monitoramento dos produtores e das autoridades. Diante desse cenário, muitos agricultores aguardam definições mais claras sobre o comportamento do clima antes de iniciar o plantio da próxima safra.
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