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Pesquisadores da UFMG desenvolvem fertilizante sustentável que reduz dependência do mercado externo

Tecnologia pode ampliar a autonomia do agronegócio brasileiro e tornar a produção mais eficiente e sustentável

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores da UFMG desenvolveram um fertilizante orgânico sustentável a partir de resíduos agroindustriais.
  • A tecnologia visa reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes importados, que atualmente representam 80% do consumo nacional.
  • O fertilizante desenvolvido é menos prejudicial ao meio ambiente e tem mostrado resultados positivos em hortas locais.
  • A pesquisa busca práticas agrícolas mais sustentáveis, diminuindo a emissão de poluentes e gases de efeito estufa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) desenvolveram um fertilizante orgânico que promete ser menos prejudicial ao meio ambiente.

Atualmente, cerca de 80% dos adubos utilizados no Brasil são importados. Com a guerra no Oriente Médio afetando os preços e fornecimento desses insumos essenciais para a agricultura, a pesquisa da UFMG ganha relevância ao oferecer uma solução local viável.


O novo produto desenvolvido pela universidade é feito a partir de resíduos agroindustriais, como bagaço de cana-de-açúcar. Esses materiais passam por processos laboratoriais antes da aplicação controlada no solo agrícola brasileiro.

Em uma horta em Belo Horizonte que utiliza a matéria orgânica local como adubo, os resultados são positivos. “A verdura fica mais saborosa e as pessoas procuram mais. E elas já perguntam se realmente não tem adubo nenhum, adubo químico nenhum”, comenta a agricultora Neide Vicente.


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O Brasil ocupa a quarta posição mundial no consumo de fertilizantes, respondendo por cerca de 7% a 8% do mercado global, após China, Índia e Estados Unidos. Esses produtos são conhecidos por emitir poluentes atmosféricos e gases de efeito estufa. “A gente está precisando realmente diminuir os efeitos maléficos, emissão de gases tóxicos”, alerta Fernando Tinoco, técnico da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Iniciada há dois anos, a pesquisa representa um avanço significativo na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis e independentes do mercado externo. “É um primeiro passo, então o conhecimento protegido agora a gente pode levar para fora e buscar produtores que estão interessados”, finaliza Victor Moreira, pesquisador da UFMG.

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