Tarifas dos EUA colocam café solúvel brasileiro sob pressão
Audiência em julho deve discutir medida que pode elevar preços ao consumidor e afetar exportações brasileiras
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A indústria brasileira de café solúvel se prepara para uma audiência pública nos Estados Unidos, marcada para o dia 6 de julho, em Washington, que pode definir a aplicação de novas tarifas sobre o produto. O setor tenta evitar a ampliação da taxação, que já atinge o café solúvel brasileiro e pode chegar a até 37,5%, somando diferentes investigações comerciais em curso.
Representando a Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), o diretor-executivo Aguinaldo Lima afirma que a entidade acredita em uma falha na classificação dos produtos. “A gente acredita que houve algum equívoco nos dados, nos números de classificação dos códigos de produtos”, disse. Segundo ele, no entanto, a estratégia de defesa não deve se concentrar apenas nesse ponto, mas sim nos impactos econômicos da medida.

De acordo com o setor, a sobretaxa pode prejudicar não apenas o Brasil, mas também o mercado americano. Atualmente, apenas cerca de 6% do café solúvel consumido nos Estados Unidos é produzido localmente, o que torna o país altamente dependente de importações. “Nós vamos basear nossa defesa na questão do impacto que o café solúvel tem no mercado americano”, explicou Lima, destacando que o produto é essencial e pode pressionar a inflação no país caso se torne mais caro.
A relação entre Brasil e Estados Unidos no setor é considerada histórica. Há mais de 60 anos, o mercado americano é o principal destino do café solúvel brasileiro, absorvendo cerca de 20% das exportações. Empresas e entidades norte-americanas, como a National Coffee Association, têm atuado junto a parlamentares para reforçar a importância do produto e os possíveis prejuízos de novas tarifas.
Além disso, o café exportado pelo Brasil é, em grande parte, processado e distribuído dentro dos Estados Unidos, gerando empregos e movimentando a economia local. Por isso, a Abics argumenta que a medida pode afetar também empresas americanas.
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O setor acompanha ainda outras investigações comerciais, que podem elevar ainda mais as tarifas, incluindo uma que prevê adicional de 12,5% com base em regras internacionais. Caso todas as medidas sejam aplicadas, a competitividade brasileira pode ser seriamente comprometida, especialmente diante de concorrentes como México, Colômbia e Vietnã — sendo o México o único com tarifa zero no acesso ao mercado americano.
Apesar do cenário de incerteza, a indústria brasileira mantém expectativa positiva em relação à defesa apresentada e reforça a importância de manter o acesso ao principal mercado consumidor do produto.
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