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AGU quer levar afastamento de Andrei Rodrigues ao plenário do STF, mesmo após decisão de Dino

Para Jorge Messias, iniciativa pessoal do diretor da PF, que pediu a recondução ao cargo, não substitui atuação institucional da AGU

Brasília|Tainá Farfan, da RECORD, e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A AGU quer levar ao plenário do STF a decisão que afastou Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, apesar da determinação do ministro Flávio Dino que devolveu o cargo a ele.
  • A decisão de afastamento foi tomada pelo ministro André Mendonça devido à gravidade na produção de relatórios de inteligência pela Polícia Federal.
  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, considera que a ação de Andrei Rodrigues foi pessoal e não substitui a atuação institucional da AGU.
  • Relatórios indicam que o ministro André Mendonça e Jorge Messias foram monitorados pela inteligência da Polícia Federal, o que levou à decisão de afastamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A AGU pediu a suspensão da decisão de André Mendonça, que afastou o diretor da PF nesta terça Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - Arquivo

A AGU (Advocacia-Geral da União) quer levar a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para julgamento do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), mesmo após a determinação do ministro Flávio Dino nesta quarta-feira (9), que devolveu a Andrei o cargo de chefia.

Nesta terça (8), a AGU pediu a suspensão da decisão do ministro André Mendonça, responsável por determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.


Nos bastidores, a análise é de que a AGU manterá o recurso enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, para que o plenário defina os limites do afastamento da cúpula da PF, e ainda não considera o problema institucional encerrado.

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No entendimento do advogado-geral da União, Jorge Messias, a ação apresentada por Andrei, solicitando a recondução ao cargo, foi uma iniciativa “pessoal” e não substitui a atuação institucional da AGU, que seguirá na linha de defender institucionalmente a PF e a Presidência da República.


Segundo a Advocacia-Geral da União, a decisão de Mendonça representa uma violação direta da competência privativa da Presidência.

Afastamento

Em sua decisão, o ministro André Mendonça justificou o afastamento de Andrei Rodrigues “pela superlativa gravidade e ilicitude na produção de ‘relatórios de inteligência’ pela Polícia Federal”.


De acordo com Mendonça, ele próprio foi monitorado pela inteligência da Polícia Federal por mais de 30 dias, assim como o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O ministro do STF afirma que relatórios produzidos entre 3 e 31 de agosto mostram que ambos foram alvo de um acompanhamento sistemático e de uma “coleta dirigida” de informações.


Ainda na terça-feira, a Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter a decisão do magistrado.

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