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Após ataques à vítima de rope jump, Senado pede investigação de perfis por necrofilia

Comissão também estuda revisar a regulamentação de esportes de alto risco no país

Brasília|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CDH do Senado vai investigar perfis que fizeram ataques misóginos e ameaças de necrofilia à jovem Maria Eduarda Rodrigues, morta em um acidente de rope jump.
  • O acidente ocorreu de forma clandestina, sem o uso de corda de segurança, resultando na morte da jovem após uma queda de 40 metros.
  • A CDH também planeja revisar a regulamentação de esportes de alto risco no Brasil.
  • A senadora Damares Alves destacou a existência de um "mercado oculto de violação de corpos" e propôs mais atenção do Congresso ao tema.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente da CDH, senadora Damares Alves pede mais atenção às ameaças virtuais de necrofilia Andressa Anholete/Agência Senado - 17.06.2026

A CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado anunciou que vai pedir a apuração criminal de perfis que fizeram ataques misóginos e com ameaças de necrofilia à jovem que morreu após ser jogada de uma ponte sem corda, na modalidade esportiva conhecida como “rope jump”.

A medida vem em resposta à onda de comentários de cunho violento e irônico a respeito do acidente no último sábado (13), que matou a jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. Ela sofreu uma queda de 40 metros após ser jogada da Ponte do Esqueleto, estrutura localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo.


Na ocasião, os responsáveis pela atração, que ocorria de forma clandestina, não utilizaram a corda de segurança.

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Alguns dos comentários chegaram a incentivar a prática de necrofilia, em que um cadáver é violado sexualmente, e celebraram a chegada do corpo da vítima ao IML (Instituto Médico Legal).


Ainda sobre a temática, a CDH informou que buscará propor uma revisão na regulamentação de esportes de alto risco no Brasil.

Presidente da comissão, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a autoria de vários dos ataques já foi identificada e alertou para o que chamou de “mercado oculto de violação de corpos”.


“Eles saem do cemitério, dos IMLs e das funerárias, e vão para as redes sociais. Os comentários que fizeram com a morte dessa menina me machucaram tanto. É um duplo luto para a família”, disse a senadora.

Damares ainda afirmou que chegou a propor um grupo de trabalho focado na violação de direitos pós-morte, mas que não obteve coro para implementação. A senadora acrescentou que o assunto é tratado como um “tabu” no Congresso e incentivou os demais parlamentares a dedicar mais atenção à problemática.


“Nós sabemos, no Brasil infelizmente, que há violação de cadáveres. Homens e mulheres que desejam violar túmulos para uso dos corpos pós-morte. E a gente vai enfrentar isso aqui”, frisou.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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