Após ataques à vítima de rope jump, Senado pede investigação de perfis por necrofilia
Comissão também estuda revisar a regulamentação de esportes de alto risco no país
Brasília|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília
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A CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado anunciou que vai pedir a apuração criminal de perfis que fizeram ataques misóginos e com ameaças de necrofilia à jovem que morreu após ser jogada de uma ponte sem corda, na modalidade esportiva conhecida como “rope jump”.
A medida vem em resposta à onda de comentários de cunho violento e irônico a respeito do acidente no último sábado (13), que matou a jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. Ela sofreu uma queda de 40 metros após ser jogada da Ponte do Esqueleto, estrutura localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo.
Na ocasião, os responsáveis pela atração, que ocorria de forma clandestina, não utilizaram a corda de segurança.
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Alguns dos comentários chegaram a incentivar a prática de necrofilia, em que um cadáver é violado sexualmente, e celebraram a chegada do corpo da vítima ao IML (Instituto Médico Legal).
Ainda sobre a temática, a CDH informou que buscará propor uma revisão na regulamentação de esportes de alto risco no Brasil.
Presidente da comissão, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a autoria de vários dos ataques já foi identificada e alertou para o que chamou de “mercado oculto de violação de corpos”.
“Eles saem do cemitério, dos IMLs e das funerárias, e vão para as redes sociais. Os comentários que fizeram com a morte dessa menina me machucaram tanto. É um duplo luto para a família”, disse a senadora.
Damares ainda afirmou que chegou a propor um grupo de trabalho focado na violação de direitos pós-morte, mas que não obteve coro para implementação. A senadora acrescentou que o assunto é tratado como um “tabu” no Congresso e incentivou os demais parlamentares a dedicar mais atenção à problemática.
“Nós sabemos, no Brasil infelizmente, que há violação de cadáveres. Homens e mulheres que desejam violar túmulos para uso dos corpos pós-morte. E a gente vai enfrentar isso aqui”, frisou.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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