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Jair Bolsonaro diz que intenção de se reunir com Marcos do Val era trazer senador para o PL

Ex-presidente prestou depoimento na sede da Polícia Federal no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado

Brasília|Camila Costa e Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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Bolsonaro depôs à PF
por cerca de duas horas
Bolsonaro depôs à PF por cerca de duas horas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a sede da Polícia Federal (PF) por volta das 16h30 desta quarta-feira (12), após prestar depoimento no inquérito que envolve o senador Marcos do Val (Podemos-ES). Bolsonaro admitiu ter participado da reunião com Marcos do Val e Daniel Silveira. No entanto, o assunto teria sido restrito a "interesses partidários", segundo o ex-presidente. “Existia um namoro naquele momento, de trazermos senadores para o partido, e nada mais além disso. Como que eu ia articular alguma coisa com um senador que nunca tinha conversado?”

A reunião entre Bolsonaro, Marcos do Val e Daniel Silveira foi em 8 de dezembro de 2022. Na noite de 1º de fevereiro, Marcos do Val participou de uma live nas redes sociais e acusou Bolsonaro de tê-lo coagido a ajudá-lo a dar um golpe de Estado.


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Do Val, no entanto, disse um tempo depois que fez a afirmação após de ter sido criticado na internet por apoiadores do ex-presidente, por ter parabenizado o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela reeleição. O senador do Podemos chegou a dizer que estava arrependido de ter envolvido o ex-presidente no caso.

Quarto depoimento

No depoimento de Bolsonaro, que durou cerca de duas horas e meia e foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ex-presidente disse não ter participado do plano para gravar Moraes (que também mandou a PF ouvir o ex-deputado federal Daniel Silveira). Esta foi a quarta vez que a PF ouviu Bolsonaro, em investigações diferentes.


Acompanhado do assessor e do advogado, Bolsonaro usou um print de uma conversa com Marcos do Val para provar que não teria alimentado conversas de golpe com o senador. "Mensagem do dia 9 ou 10 de dezembro, logo depois da reunião. Ou seja, nada aconteceu no dia 8 de dezembro, até porque não tinha nenhum vínculo com o senhor Marcos do Val. Que eu me lembro, nunca tive uma reunião com ele. Nada foi tratado, não tinha nenhum plano”, justificou o ex-presidente da República.

Bolsonaro mostra um print de uma conversa com Marcos do Val
Bolsonaro mostra um print de uma conversa com Marcos do Val

Bolsonaro fez também uma cronologia da relação pessoal dele com Marcos do Val e afirmou que o início da conversa com o parlamentar foi antes do dia 8 de dezembro, data em que teriam se reunido para supostamente tratar de um golpe de Estado. "Teve uma audiência pública, acho que no Senado, e em dado momento o senador [Marcos do Val] pegou o microfone e falou: 'Estou saindo agora porque tenho uma reunião com o senhor Alexandre de Moraes'. Ele quis demontrar ali que tinha algum grau de intimidade com o ministro Alexandre de Moraes. Tudo começou por aí", afirmou Bolsonaro, em entrevista coletiva na saída da garagem da sede da corporação, em Brasília.

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