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Brasil vê ajuda de Trump a Cuba como possível início de distensão diplomática

Governo Trump anunciou ajuda humanitária de US$ 100 milhões para Caracas

Brasília|Armando Holanda, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo brasileiro considera positiva a ajuda humanitária de US$ 100 milhões dos EUA para Cuba.
  • A crise humanitária em Cuba inclui escassez de alimentos e problemas de energia.
  • Movimento americano pode facilitar diálogo diplomático entre Estados Unidos e Cuba.
  • O impacto da crise cubana pode resultar em instabilidade regional, semelhante à vivida no Haiti.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasil vê ajuda de Trump a Cuba como início de distensão diplomática Isac Nóbrega/PR - 19.03.2019

O governo brasileiro avalia de forma positiva os recentes sinais de aproximação entre Estados Unidos e Cuba e vê uma oportunidade para reduzir a crise humanitária enfrentada pelo país nos últimos meses.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, o anúncio do governo Donald Trump de uma ajuda humanitária de US$ 100 milhões para Cuba foi recebido em Brasília como um gesto relevante diante do agravamento das condições sociais e econômicas no país caribenho.


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O governo Lula destaca que a situação humanitária cubana atingiu um nível crítico, com escassez de alimentos, medicamentos e problemas no fornecimento de energia elétrica.

Auxiliares do presidente consideram que o endurecimento das sanções americanas passou a gerar desgaste inclusive entre setores da comunidade cubana nos Estados Unidos, especialmente na Flórida, onde parte dos exilados mantém familiares vivendo na ilha.


Integrantes do governo brasileiro avaliam que o movimento americano pode abrir espaço para uma retomada gradual do diálogo diplomático entre Washington e Havana.

O Planalto também vê com bons olhos a disposição demonstrada pelo governo cubano de discutir os termos da ajuda humanitária proposta pelos Estados Unidos.


Na avaliação de auxiliares de Lula, o pior cenário para crises desse tipo é a ausência de canais de comunicação entre os governos, o que amplia riscos de interpretações equivocadas e escaladas políticas.

O governo brasileiro acompanha ainda sinais de maior interlocução entre autoridades americanas e cubanas, incluindo visitas recentes de representantes dos Estados Unidos a Havana.


Integrantes do Planalto acreditam que a Igreja Católica pode desempenhar papel importante nesse processo de aproximação. Há expectativa de que interlocuções envolvendo o Vaticano contribuam para destravar negociações humanitárias e diplomáticas.

Auxiliares do presidente Lula também demonstraram preocupação com o impacto regional da crise cubana e avaliam que o agravamento da situação poderia produzir um cenário de instabilidade semelhante ao vivido pelo Haiti nos últimos anos.

A leitura no governo é que uma eventual redução das tensões entre Washington e Havana teria efeitos positivos para a estabilidade política e humanitária no Caribe e na América Latina.

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