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PF troca delegado que pediu investigação sobre Lulinha

Mudança levou o ministro do STF André Mendonça a se reunir nesta sexta com a corporação para pedir esclarecimentos sobre o caso

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal substituiu o delegado responsável pela investigação de desvios no INSS e investigação sobre Lulinha.
  • O ex-delegado Guilherme Figueiredo Silva coordenava investigações relacionadas a Antôniio "Careca do INSS".
  • Uma reunião entre o ministro do STF e a equipe da PF foi realizada para discutir a troca de delegado.
  • Novas evidências levantaram suspeitas sobre o envolvimento de Lulinha em irregularidades ligadas ao INSS.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lulinha entrou na mira da PF ao ser citado por ex-funcionário do Careca do INSS, preso por fraudes Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo - 04.03.2008

A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e foi responsável por pedir investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula.

Procurada, a direção da PF não respondeu se a troca ocorreu a pedido do próprio delegado ou se foi por uma definição do comando da corporação.


O delegado Guilherme Figueiredo Silva era chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal e foi o responsável por coordenar e conduzir as investigações sobre o INSS depois que o caso foi remetido ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Foi ele quem pediu, por exemplo, a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios de aposentadorias.


A troca do delegado motivou uma reunião do ministro do STF André Mendonça com a equipe da PF nesta sexta-feira (15). O ministro pediu explicações sobre o assunto.

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Guilherme Silva deixou o caso no início do mês e redistribuiu os inquéritos para outros delegados. Ele não participou, por exemplo, da rodada de depoimentos dos investigados realizada nas últimas semanas.


A condução do caso do INSS vinha gerando críticas da defesa de Lulinha, que afirmava em declarações públicas que não havia fundamentos para que a investigação tomasse medidas contra o filho do presidente.

A PF solicitou, por exemplo, a quebra do sigilo bancário de Lulinha, que foi autorizada por André Mendonça, e produziu relatórios apontando suspeitas em movimentações financeiras de uma amiga dele, a empresária Roberta Luchsinger. As defesas de ambos negam o envolvimento com irregularidades.


Negócio sob suspeita

O filho do presidente entrou na mira da investigação a partir do depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS, que afirmou ter ouvido falar sobre o pagamento de uma mesada do empresário a Lulinha.

A PF levantou informações e descobriu que o Careca do INSS fechou um contrato com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e pagou R$ 1,5 milhão a ela.

A corporação, então, enviou um pedido ao ministro André Mendonça dizendo que começou a apurar se Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS e relatando ter encontrado diversas menções ao filho do presidente.

Posteriormente, a defesa de Lulinha admitiu ao STF que ele viajou a Portugal com despesas pagas pelo Careca do INSS, com o objetivo de prospectar um negócio de cannabis medicinal. A defesa afirmou que o negócio não foi adiante e que não houve nenhum contrato ou recebimento de recursos por parte do filho do presidente.

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