Câmara decide futuro ministro do TCU, sob clima de campanha e indefinição na oposição
Odair Cunha é o favorito, com apoio de 12 partidos; outros seis candidatos negociam união de forças para reduzir nomes na disputa
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O plenário da Câmara decide, nesta terça-feira (13), qual será o nome escolhido para ocupar o cargo de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) no lugar de Aroldo Cedraz, que se aposentou em fevereiro.
A disputa conta com sete nomes e entra na reta final em um clima de indefinição de negociações partidárias. O favorito é o deputado Odair Cunha (PT-MG), que conta com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e de outros 12 partidos.
“Todos os apoios são muito importantes. Eu agradeço pela oportunidade e nós vamos continuar dialogando”, afirmou Odair. As conversas indicam que a campanha seguirá até antes da votação.
O deputado conta com seis rivais, com oposição que vai do PL a partidos de centro, como PP, União e PSD. O cenário com todos os oponentes favorece Odair, pela pulverização de votos, mas parlamentares ainda negociam a possibilidade de diminuir o número de candidaturas em tentativa de reunir apoio a outro nome, sem ser o do deputado.
A possibilidade foi levantada por candidatos um dia antes da votação. Elmar Nascimento (União-BA), um dos nomes na disputa, considera que ainda há tempo para negociação e admite a possibilidade de que candidatos possam retirar a candidatura.
“Quem quer apoio tem que estar disposto a apoiar. Se enxergar alguém que tenha uma viabilidade maior do que eu, não tem por que não fazer [a mudança]”, afirmou Elmar.
O PL tenta costurar apoio ao nome de Soraya Santos (RJ). A visão do partido é de que menos nomes aumentariam as chances na votação. A legenda tem defendido que a escolha seja pelo nome de uma mulher.
“Nós vamos trabalhar coletivamente para, de maneira estratégica, na hora certa, a gente conseguir, se for possível, juntar o número máximo de candidatos. Porque só assim teríamos a possibilidade de ganharmos essa vaga do TCU por alguém que não seja do PT”, defendeu o líder do partido, Sóstenes Cavalcante.
Em outra frente, Danilo Forte (PP-CE), que também está na disputa, considera que falta tempo para construir uma candidatura unificada. “É muito difícil isso; inclusive, pode gerar uma certa suspeição de quem for abrir mão de sua candidatura agora”, afirma.
A decisão cabe ao plenário da Câmara. Será eleito o candidato com o maior número de votos, em apenas um turno de votação. Depois, o nome precisará ser confirmado pelo Senado.
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