Chacina no DF: acusados de matar 10 pessoas da mesma família começam a ser julgados
Ocorridos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, crimes teriam sido motivados pelo interesse dos réus em uma chácara das vítimas
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Começa nesta segunda-feira (13) o julgamento dos acusados de assassinar a família da cabeleireira Elizamar Silva. Os crimes, ocorridos entre o fim de 2022 e o início de 2023, teriam sido motivados pela cobiça do grupo criminoso por uma chácara da família.
Considerada a maior chacina da história do Distrito Federal, a tragédia começou como um caso de desaparecimento e evoluiu para investigação de cárcere privado, extorsão e dez assassinatos.
Quem são vítimas
- Elizamar Silva e seus três filhos: Gabriel, Rafael e Alice;
- Thiago Belchior (marido de Elizamar);
- Marcos Antônio Belchior e Renata Juliene Belchior (pais de Thiago);
- Gabriela Belchior (irmã de Thiago);
- Cláudia Regina Marques e Ana Beatriz Marques (ex-mulher e filha de Marcos Antônio).
Entenda o caso
A investigação teve início em janeiro de 2023, após o desaparecimento de Elizamar e seus três filhos pequenos. Pouco depois, o carro da cabeleireira foi encontrado carbonizado em Cristalina (GO). Dentro do veículo, estavam quatro corpos, posteriormente identificados como sendo os das vítimas procuradas.
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Nos dias seguintes, um segundo veículo, pertencente ao sogro de Elizamar, foi localizado em Minas Gerais. Assim como o primeiro, o carro estava incendiado e continha dois corpos femininos, mais tarde reconhecidos como os de Renata e Gabriela Belchior.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) trabalhou inicialmente com a hipótese de que o marido e o sogro de Elizamar seriam os mandantes do crime. No entanto, essa tese foi descartada após a descoberta de um cativeiro em Planaltina, onde o corpo de Marcos Antônio foi encontrado em 18 de janeiro — seis dias após o desaparecimento da nora e dos netos.
Em 24 de janeiro, os policiais localizaram o cadáver de Thiago Belchior dentro de um reservatório de água, também em Planaltina. No mesmo local, foram encontrados os corpos de Cláudia Regina e Ana Beatriz Marques de Oliveira, ex-mulher e filha de Marcos Antônio.
Motivação dos crimes
O grupo criminoso era liderado por pessoas que trabalhavam e conviviam com Marcos Antônio e sua família. Os assassinos planejaram o crime mirando uma quantia de cerca de R$ 400 mil, proveniente da venda de uma casa e de economias das vítimas.
No cativeiro, as vítimas foram pressionadas a fornecer senhas bancárias e dados pessoais, enquanto os criminosos utilizavam os celulares delas para se passar pelas pessoas desaparecidas, atraindo outros membros da família ou tranquilizando conhecidos que estavam preocupados.
Apontados como culpados
Somadas, as penas dos réus podem ultrapassar 300 anos de reclusão. Se condenados, eles serão punidos pelos crimes de homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menores.
- Gideon Batista de Sivilla - mentor e executor direto;
- Horácio Carlos Ferreira - executor e responsável pelo cativeiro;
- Carlomam dos Santos - participação direta nos assassinatos e ocultação dos corpos;
- Fabrício Silva Canhedo - vigilância do cativeiro e apoio logístico.
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