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Fila no INSS: os estados com maior déficit de peritos médicos do Brasil

Levantamento feito pelo R7 Planalto revela redução de 32% do número de profissionais no governo federal em vinte anos

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Roraima, Amapá e Acre têm o menor número de peritos médicos, com menos de 35 profissionais.
  • O Brasil perdeu 32% dos peritos nos últimos 20 anos, reduzindo de 5.245 em 2007 para 3.556 em 2026.
  • O INSS enfrenta filas recordes, com 3,1 milhões de requerimentos pendentes aguardando análise em fevereiro.
  • O Ministério da Previdência afirma que a falta de concursos públicos e a implementação de novas tecnologias visam melhorar o atendimento e reduzir os tempos de espera.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em fevereiro, fila do INSS bateu recorde e chegou a 3,1 milhões de requerimentos Valter Campanato/Agência Brasil - arquivo

Roraima, Amapá e Acre são os estados com o menor número de peritos médicos do Brasil. Juntos, eles não chegam a 35 profissionais alocados no Ministério da Previdência Social, segundo dados exclusivos levantados pelo R7 Planalto com base na Lei de Acesso à Informação.

Os estados em melhor situação são São Paulo (663 peritos), Minas Gerais (410) e Rio de Janeiro (267). Apesar disso, conforme revelou a coluna, nos últimos vinte anos, o número de peritos no país caiu 32%, saindo de 5.245, em 2007, para 3.556 agora em 2026.

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Em meio à defasagem no quadro de peritos, o INSS enfrenta filas recordes: em fevereiro, 3,1 milhões de requerimentos aguardavam análise na autarquia.

Confira número de peritos médicos por unidade da federação Luce Costa/Arte R7

Em nota enviada à reportagem, o Ministério da Previdência justificou o problema pela falta de concursos públicos para suprimento das vagas.

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“Importante destacar que foram quase 15 anos sem um concurso para suprimento de vagas para peritos médicos. Nesse período, houve aposentadorias, óbitos e exonerações de profissionais. O Ministério da Previdência Social realizou certame em 2025 para reforçar o quadro de peritos médicos federais, contratando 500 novos médicos”, detalhou a pasta.

O ministério também informou que, por meio da Perícia Médica Federal, “tem implementado um conjunto robusto de ações, abrangendo tecnologia, contratação de pessoal e novas políticas legislativas, com o objetivo de agilizar os atendimentos e diminuir o tempo de espera dos segurados por um benefício”.

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As principais ações listadas para enfrentar essa fila incluem o novo Atestmed, a perícia conectada, os mutirões e o concurso público feito no ano passado.

Ministério da Previdência culpa falta de concursos públicos para repor profissionais Luce Costa/Arte R7

Sobre o Atestmed, a pasta informou que, nesse caso, a análise documental por meio do atestado médico ocorre de forma remota, o que minimiza a necessidade de comparecimento físico do segurado a uma agência do INSS.

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“A ferramenta contribui efetivamente na diminuição do estoque e do tempo médio de espera por uma perícia. Registra-se que, atualmente, o tempo médio aguardado para análise é de apenas sete dias.”

Outro mecanismo digital é a perícia conectada, “que usa a telemedicina para realização das perícias médicas”. Ainda segundo o ministério, essa tecnologia “tem sido fundamental para ampliar o acesso e reduzir a espera”.

“Em 2025, cerca de 250 mil segurados foram atendidos por meio dela. Atualmente, cerca de 500 unidades da Previdência realizam atendimentos por telemedicina”, completou a pasta.

Os mutirões, por outro lado, são parte de “um esforço concentrado para atender à demanda reprimida e reduzir o tempo de espera dos segurados por benefícios que dependem da avaliação médica”. No ano passado, a Perícia Médica Federal efetuou 178.094 atendimentos nessa modalidade.

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Sobre concursos para provimento de vagas, o ministério mencionou o certame do ano passado, que levou à nomeação de 500 servidores.

“A chegada deles tem como foco reforçar o atendimento e auxiliar na redução do tempo de espera pela perícia médica. A distribuição dos novos peritos atende a 235 municípios, priorizando as regiões Norte (88 peritos) e Nordeste (268), que são as áreas com maiores filas de espera”, comunicou o órgão.

A pasta ainda detalhou que, em março último, “952.111 requerimentos aguardavam perícia médica em todo o Brasil”.

“Desse total, 473.784 eram de benefício por incapacidade; 337.097, de BPC [Benefício de Prestação Continuada], e 141.230, de reavaliação de BPC.”

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