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Ciro cita propostas educacionais em agenda voltada ao ensino superior

Candidato do PDT à Presidência participou de reunião com reitores de universidades em evento na UnB

Brasília|Alan Rios, do R7, em Brasília

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Ciro Gomes é candidato ao Palácio do Planalto
Ciro Gomes é candidato ao Palácio do Planalto Alan Rios/R7

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) teve agendas voltadas ao ensino superior nesta sexta-feira (29), quando participou de dois eventos em Brasília. No primeiro compromisso, ele discursou e respondeu a questionamentos de reitores na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. Às 11h, o candidato falou na 74ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), na Universidade de Brasília (UnB), que ontem recebeu Lula. O presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, foi convidado a falar na universidade, mas ainda não respondeu ao convite.

Os discursos tiveram como base ações econômicas e políticas públicas que poderiam favorecer o cenário educacional no país. Ciro afirmou que acredita na "centralidade da universidade para mudar a realidade trágica de hoje" e prometeu que faria um governo em que, "se tem um centavo, ele vai ser aplicado em educação".

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Ciro Gomes ressaltou ainda os trabalhos pedagógicos realizados no Ceará, estado que governou entre 1991 e 1994. "Temos hoje 82 das 100 melhores escolas básicas do Brasil no Ceará, um dos estados mais pobres do país. [...] Cada escola tem um projeto pedagógico com metas objetivas e avaliação individualizada aluno por aluno", afirmou.

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Ciro afirmou que o estado alterou a distribuição de ICMS, fazendo com que os municípios recebam mais recursos ao produzirem mais resultados. "É um adicional; se ele cumprir metas oficialmente avaliadas, como Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], por exemplo, recebe adicional de financiamento. Os municípios começaram a brigar", comentou.

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Segundo o presidenciável, as políticas implementadas por ele no Ceará podem ser aplicadas em nível nacional, respeitando a autonomia de cada região. Com relação às mudanças da pedagogia da época em que ele foi governador e o momento atual, Ciro fez uma avaliação de que hoje é necessário "trocar o paradigma pedagógico no Brasil".

"Essa escola do 'decoreba', do enciclopedismo [movimento originado do Iluminismo que buscava catalogar todo o conhecimento humano] raso que é do século 19, do fordismo [modo de produção em massa elaborado por Henry Ford] do século 20, não serve mais nada em tempos de Google. As crianças têm que saber trabalhar em time, saber perguntar, associar informações que existem no Google e inovar, criar uma informação nova."

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Citando o Projeto Nacional de Desenvolvimento, documento em que ele elenca as propostas para o país, Ciro Gomes avaliou que há hoje necessidade de outra alternativa de modelo econômico e político. Ele criticou opositores, como Lula e Bolsonaro, além do ministro da Economia Paulo Guedes.

Sobre democracia, o candidato do PDT chegou a dizer que o atual presidente tem "arroubos golpistas", mas não tem condição prática para isso. "Ele não tem militares, ambiente internacional... Vocês estão vendo os manifestos pela democracia."

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