Comissão especial da Câmara vota relatório do fim da 6x1 nesta quarta-feira
Texto do relator Leo Prates (Republicanos-BA) prevê uma jornada de 40 horas e duas folgas semanais
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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Na Câmara, a comissão especial que analisa a PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 vai votar nesta quarta-feira (27), a partir das 10h30, o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
O texto prevê uma mudança na Constituição para que o limite máximo de horas trabalhadas por semana passe de 44 para 40. Além disso, a PEC acaba com a escala 6x1, obrigando duas folgas semanais aos trabalhadores.
A proposta teve uma tramitação rápida com o intuito de ser aprovada nas duas casas antes das eleições em outubro. A PEC teve a admissibilidade aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no dia 22 de abril e, pouco depois, a comissão especial foi instalada.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a fazer uma manobra convocando sessões em plenário em dias atípicos, como nas sextas-feiras, para acelerar o andamento da proposta.
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Após audiências públicas e muitas negociações, o relatório com mais de 70 páginas foi finalizado e apresentado na última segunda-feira (25) e teve a votação adiada após pedido de vista.
Um dos pontos de impasse era o tempo de transição para as novas regras entrarem em vigor. O acordo foi que, dois meses após a data da promulgação, comece a valer a escala 5x2, menos duas horas semanais. Em 14 meses, a redução de jornada será completa.
Se aprovada na comissão, o texto vai ao plenário entre esta quarta-feira (27) e quinta (28). Por ser uma PEC, precisa de 308 votos - o equivalente a 3/5 dos deputados -, em dois turnos de votação, para manter a tramitação.
Senado
Na Casa Alta, é possível que o caminho não seja tão simples para a proposta. Ainda não houve sinalização pública do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) sobre o assunto em meio à tensão entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nessa terça (26), Alcolumbre recebeu empresários que apelaram por uma discussão menos açodada. De acordo com eles, a forma como ocorreu a discussão na Câmara é eleitoreira e pode trazer sérios riscos ao país. Os representantes do setor produtivo querem o adiamento da discussão.
No entanto, a avaliação dos senadores é que o fim da escala 6x1 ganhou forte apelo popular e passou a ocupar um espaço relevante na agenda política, o que poderia colocar o Senado em posição negativa caso a discussão seja travada.
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