Decisão de Flávio Dino sobre Andrei Rodrigues repercute entre base e oposição
Ministro do STF determinou, nesta quarta, que o diretor-geral da PF retorne ao cargo após afastamento ordenado por André Mendonça
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Após a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (9), que determinou o retorno imediato de Andrei Augusto Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa à cúpula da Polícia Federal, parlamentares de esquerda e de direita usaram as redes sociais para reagir ao tema.
O diretor-geral e o diretor de Inteligência Policial haviam sido afastados na terça-feira por determinação do ministro André Mendonça, sob a justificativa de desconfiança na atuação da PF nas investigações do caso Master.
Oposição critica medida
Por meio do X (antigo Twitter), o senador Carlos Viana, autor de um pedido de prisão preventiva contra o diretor-geral da corporação, criticou a decisão de Dino e defendeu o afastamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, caso ele não pauta processos de impeachment de ministros. “Até quando o Senado vai assistir a essa crise pela televisão?”, questionou.
A medida também foi contestada por outros congressistas de direita. O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-RJ) afirmou que a decisão reflete “a fotografia de um sistema que criou seus próprios mecanismos de autoproteção”.
A lista de parlamentares oposicionistas que comentaram o caso incluiu o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e o senador Esperidião Amin (PP-SC). Enquanto o liberal ressaltou que o Senado precisa de “coragem” para “fazer o que tem que ser feito”, o progressista classificou a situação como um “cambalacho”.
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Governo e esquerda comemoram
Entre parlamentares da base governista, o tom foi de comemoração. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o afastamento assinado por Mendonça “usurpava competência do presidente da República” e frisou que “a decisão final agora será do Plenário do STF”.
Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, declarou que a determinação de Dino “restabelece a autonomia dos Poderes” e observou que o afastamento do comando da PF representava uma “interferência indevida no processo eleitoral”.
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