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Em raro pronunciamento no Salão Oval, Biden diz que política não pode ser campo de morte

Presidente dos EUA pediu união de americanos e afirmou que expectativas estão altas para as eleições de novembro

Internacional|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Diferenças têm de ser resolvidas nas urnas, defendeu Biden Casa Branca/Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a criticar na noite deste domingo (14) o atentado contra o ex-presidente e adversário político Donald Trump. Em raro pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, na capital Washington, o democrata afirmou que é preciso diminuir a temperatura política no país e pediu união dos americanos. Ao longo de cerca de seis minutos, o presidente destacou que as expectativas para as eleições de novembro estão altas e o pleito vai modelar os rumos do país e do mundo para as próximas décadas.

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Desde que assumiu a presidência, Biden seguiu os antecessores Trump e Barack Obama e fez poucos pronunciamentos no Salão Oval.


“Discordâncias são inevitáveis na democracia americana e fazem parte da natureza humana, mas a política não pode ser um campo de batalha e, Deus nos livre, um campo de morte. Podemos discordar, mas não somos inimigos. Somos vizinhos, amigos, colegas de trabalho, cidadãos e, mais importante, americanos”, destacou, ao afirmar que todos os americanos são responsáveis por normalizar o clima político no país.

As convenções do partido Republicano, que devem confirmar Trump como candidato em novembro, começam a partir desta segunda (15). No próximo mês, os democratas se reúnem para decidir o nome que representará a legenda nas eleições. Interessado em ser reconduzido ao cargo por mais quatro anos, Biden, de 81 anos, tem sido pressionado a abrir mão da candidatura, por conta da idade.


Durante o pronunciamento, Biden afirmou que o FBI, departamento federal de investigação dos Estados Unidos, investiga o atentado e que, por enquanto, não se sabe o motivo que levou Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, a disparar contra Trump nesse sábado (13), durante comício na Pensilvânia. O ex-presidente foi atingido de raspão na orelha direita. Crooks foi morto depois do ataque.

“Não sabemos o motivo ainda, não sabemos as opiniões ou afiliações [de Crooks], não sabemos se teve apoio ou se comunicou com mais alguém. Quero falar sobre o que sabemos — um ex-presidente foi atingido e um cidadão americano foi morto”, declarou, ao prestar condolências às famílias das vítimas. O episódio deixou ao menos dois feridos e matou um bombeiro de 50 anos.


Ao condenar qualquer tipo de violência, Biden relembrou a invasão do Capitólio, a sede do Parlamento americano, em janeiro de 2021, quando milhares de pessoas invadiram a sessão do Congresso que confirmaria a vitória dele.

Para Biden, o atentado contra Trump é um alerta sobre a atual polarização política dos Estados Unidos e deve servir de reflexão. “Não podemos e não devemos ir por esse caminho. Já experimentamos isso antes em nossa história e violência nunca foi a resposta. Não há lugar nos EUA para esse tipo de violência ou para qualquer tipo de violência, nunca. Sem exceções. Não podemos permitir que a violência seja normalizada”, pediu.

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