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Entenda o novo decreto que visa melhorar condições de trabalho de terceirizados do governo

Atualmente, há 73 mil pessoas que trabalham como colaboradores do governo federal

Brasília|Rafaela Soares e Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Decreto visa melhorar condições de trabalho Divulgação/IgesDF - 12.8.2024

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12) um novo decreto cujo objetivo é melhorar as condições de trabalho dos terceirizados do governo. Entre os principais pontos, estão a proibição de jornadas degradantes e o tratamento de denúncias de discriminação, violência e assédio no ambiente de trabalho. Atualmente, há 73 mil pessoas que trabalham como colaboradores do governo federal. As novas diretrizes serão aplicáveis a serviços terceirizados em todos os órgãos da administração pública federal.

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“Não faz sentido pregarmos o bem-estar social e as conquistas, e, ao mesmo tempo, termos funcionários e funcionárias ganhando uma miséria e não sendo tratados com respeito”, afirmou Lula em uma agenda fechada para a imprensa nesta quarta-feira (11). “O gesto que estamos tomando é para humanizar o trabalho das pessoas terceirizadas e dar a elas um pouco de dignidade. É isso que vou sancionar agora”, completou o presidente durante a cerimônia.

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Principais pontos

Contratos

A partir de agora, os contratos deverão incluir cláusulas sobre o cumprimento das normas de proteção ao trabalho, incluindo segurança e saúde no trabalho; erradicação do trabalho análogo ao de escravo e do trabalho infantil; e tratamento de denúncias de discriminação, violência e assédio.

Mão de obra exclusiva

Nos casos de contratos com regime de dedicação exclusiva ou predominância de mão de obra, deverão ser garantidos os direitos às férias, ao descanso e ao convívio familiar. Também serão previstas a possibilidade de compensação de jornada de trabalho e a diminuição temporária da jornada em razão de recesso no fim do ano.

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“Nos contratos de prestação de serviços com regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou predominância de mão de obra, a jornada semanal de trabalho será de quarenta e quatro horas.”

Governo

Além disso, houve uma mudança nas licitações para contratos de serviços contínuos. De acordo com o Ministério da Gestão, as empresas costumavam oferecer preços mais baixos nas licitações, muitas vezes em detrimento dos salários. “Com o decreto, as propostas só serão aceitas se os valores previstos para salários e benefícios estiverem compatíveis com os custos estimados pela Administração, conforme explicitado nos editais de licitação”, afirma o ministério.

“O novo decreto estabelece que os dias de recesso ou com escala diferenciada devido a feriados e outras festividades também devem ser considerados para os terceirizados, a fim de evitar a manutenção desnecessária de pessoal em horários de pouca demanda, o que pode gerar custos adicionais para a administração”, destaca o governo federal.

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