Evento marca 40 anos de Chernobyl e reforça debate sobre segurança nuclear
Debate no IDP relembra desastre de 1986 e discute os desafios atuais para a segurança nuclear e a transição energética
Brasília|Do R7, em Brasília
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O IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa) promoveu nesta quinta-feira (30) um evento para marcar os 40 anos do acidente nuclear de Chernobyl, com foco na memória histórica e nos desafios atuais para a segurança nuclear. A tragédia ocorreu em 26 de abril de 1986 e ainda repercute no debate energético global.
Entre os participantes, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou que o Brasil tem avançado na consolidação de uma matriz energética mais limpa e diversificada.
Segundo o ministro, apesar dos traumas históricos associados à energia nuclear, o país reúne diferentes fontes de geração. “O Brasil tem uma plataforma energética bastante diversificada, que envolve a energia nuclear, mas também a hidráulica, a eólica e a solar. Com isso, caminhamos para uma era mais forte, rumo à energia limpa”, afirmou.
Gilmar Mendes destacou ainda a importância do domínio tecnológico e dos investimentos no setor. “É fundamental que dominemos todas as tecnologias, daí a importância dos investimentos que fazemos na energia nuclear, sempre com aprendizado e referências voltadas à segurança das pessoas”, completou.
O ministro também ressaltou a relevância de discutir tragédias como a de Chernobyl no ambiente acadêmico. “Temos levado esse debate aos nossos alunos para que compreendam o que aconteceu e possam ser solidários com os nossos irmãos ucranianos, que hoje enfrentam uma guerra de invasão. É nosso dever traduzir esses acontecimentos e incentivar o debate sobre questões de direito internacional”, disse.
Durante o evento, o ministro-conselheiro e encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Oleg Vlasenko, relembrou os 40 anos do desastre nuclear.
“O dia 26 de abril marcou quatro décadas de uma das maiores catástrofes do mundo. O problema é que o governo soviético demorou a reconhecer a explosão. Foram mais de duas semanas até a admissão oficial”, afirmou.
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