Exploração de minerais críticos no Brasil ‘precisa de mais investimentos’, diz professor
Presidente Lula descartou a criação de estatal para explorar lítio e níquel no país
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a criação de uma estatal destinada à exploração de minerais críticos no Brasil. A ideia foi apresentada em dois projetos de lei pelos deputados Pedro Uczai (PT-SC) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que sugeriram o nome “Terrabras” para a companhia.
A decisão foi tomada durante uma reunião realizada no Palácio da Alvorada na última quarta-feira (22), com a presença de diversos ministros. Inicialmente previsto para ser apresentado na mesma semana da reunião presidencial, o projeto teve sua apresentação adiada para 4 de maio por solicitação do Planalto.

Em entrevista ao Jornal da Record News de quinta-feira (23), o professor Matheus Lisboa, professor em geologia pela Unesp, destaca que, embora o Brasil tenha cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, apenas 1% é efetivamente produzido no país.
“A maior parte se encontra na China, 40% das reservas, mais de 60% da produção mundial. A gente precisa de mais investimentos. A gente tem uma questão muito importante hoje com apenas uma mineração ativa que está ainda extraindo um pouco de terras raras no Brasil, mas que ainda traz uma produção muito ínfima em relação à demanda mundial”, afirma.
O professor aponta que o país não detém um ramo tecnológico suficiente para beneficiar os minerais, e que a falta de investimento, principalmente em pesquisas, pode mudar o setor.
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“O governo deve incentivar o investimento na pesquisa mineral, o investimento de novas minerações e novos projetos que estão já acontecendo no Brasil, não somente em Goiás, mas também em Minas Gerais, na Amazônia e na Bahia”, comenta.
Lisboa também explica que um dos desafios enfrentados pelo país é transformar esses recursos em produtos com maior valor agregado antes da exportação. Atualmente, grande parte das terras raras extraídas vai diretamente para países como China e Estados Unidos, sem passar por processos significativos de beneficiamento local.
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